"A pessoa que não consegue caminhar e mascar chiclete ao mesmo tempo.
Eu fico imaginando quando tocar o celular num dia de chuva.
Coitado de quem caminha atrás."
Eu fico imaginando quando tocar o celular num dia de chuva.
Coitado de quem caminha atrás."
Um roteiro mal elaborado, cheio de falhas e controvérsias, digno de um filme de baixo orçamento.
Um ditador vaidoso e vingativo e suas ordens contraditórias para uns súditos que não questionam e não aceitam questionamentos. Apenas cumprem as ordens ultrapassadas, sem revisão, sem autocrítica, sem reforma.
Um ditador vaidoso e vingativo e suas ordens contraditórias para uns súditos que não questionam e não aceitam questionamentos. Apenas cumprem as ordens ultrapassadas, sem revisão, sem autocrítica, sem reforma.
Aliás, a reforma veio mais para confundir e destruir do que para consertar e tomar um verdadeiro caminho. Tornaram-se em vários caminhos que não levam a lugar nenhum.
A lógica confortável por regras conscientemente perfeitas. O imperador nunca erra, seus súditos erram, causando dor e sofrimento.
O imperador fica oculto em seu majestoso trono no infinito do universo invisível criando decretos eternamente indissolúveis. Que são cuidadosamente moldados em suas interpretações segundo os interesses daqueles que os manipulam.
Uma peça teatral curiosa: feita para que as falhas venham a acontecer, porém, quando ela vem dos submissos vassalos, ela é amplificada e acusada ao vento. O que não acontece quando ela vem de cima, são mistérios que ainda não foram revelados, ou mal compreendidos.
No topo do seu soberano e intocável trono, fica protegido de sua própria incoerência por leis destinadas aos súditos imperfeitos. Acomodados na preguiça e incapacidade de pensar e assumirem seus erros e destino por contra própria. Vivem na simplicidade de obedecer num verdadeiro caos ideológico. Numa ordem sustentada pelo medo, tão somente pelo medo de terem autonomia. Adultos que agem como crianças que acreditam em fadas, papai Noel, coelhinho da páscoa ao invés de crescerem mentalmente, amadurecerem e assumirem seus compromissos pessoais e sociais - independente dos riscos. Usam a autoridade autoritária deste imperador como uma muleta para seus fracassos.
Adultos que jamais questionariam o fato de uma menina de 13 anos, casada, porém virgem, dar a luz de um desconhecido. Mesmo porque, num passado de centenas de anos distante, muitas outras meninas virgens, crianças, foram levadas como escravas sexuais depois de terem suas cidades invadidas, destruídas, saqueadas e familiares assassinados por uma ordem imperialista.
Curioso, mesmo retrato dos telejornais atuais.
Imperialista misógino, rebaixa e desqualifica a condição da mulher, dando-lhe o simples título de ajudadora, ou seja, alguém incapaz de liderar e tomar decisões próprias.
Um ditador sedento por sangue que divide sua sociedade num feudalismo, onde uns privilegiados são aclamados aristocratas, povo escolhido, donos das terras. Enquanto outros são designados a serem seus servos, executando as tarefas comerciais. Pior, um terceiro grupo é expulso das suas terras e subjugados a serem escravos dos servos, trabalhadores braçais. Servos dos servos que deveriam respeitar e honrar as ordens de seus nobres senhores - literalmente a favor do trabalho escravo.
Ainda nesta irrefutável divisão e má distribuição de tarefas, seleciona uma única família para o clérigo. Únicos capazes de realizarem e prestarem culto.
Outra ordem inquestionável, porém não lida, ou se lida, interpretada a seus interesses, o fato de 42 jovens meninos, irreverentes, alegres, serem assassinados pelo simples fato de rirem e zombarem de um servo calvo, careca, assim como eu.
Qual a punição que este ávido e raivoso imperialista daria àqueles que criticam a minha figura e personalidade? Ou estaria eu sendo arrogante e presunçoso colocando-me como alguém de prestígio?
Qual a punição que este ávido e raivoso imperialista daria àqueles que criticam a minha figura e personalidade? Ou estaria eu sendo arrogante e presunçoso colocando-me como alguém de prestígio?
Mas afinal, não são todos nós, súditos, tratados de igual maneira, ou há ricos e prósperos privilegiados, enquanto outros sofrem pela falta de atitude e conhecimento?
Pois é, as controversas e contraditórias leis.
Contrariam até mesmo a ciência, a física, a geografia, a história - os fatos.
Por fim, estes súditos tropeçam nas próprias disciplinas criadas por um imperador que não as pratica. Um ser imoral que exige moralidade, cuja autoridade é sustentada apenas por aparência sem nenhuma consistência.
Um ser mítico, quase alegórico, tirado de um filme de ficção. Promete aquilo que jamais irá cumprir pelo simples fato de ser uma ilusão criada do perverso imaginário do homem. Enquanto na vida, ficam vagando neste infinito universo de mentiras e ilusão.
by Wagner Pires
in, Silêncio, O Culto












