quarta-feira, 25 de março de 2020

FILME DE HORROR



Meu décimo dia de quarentena.

Acordo e continuo representando meu papel de ator coadjuvante neste filme hollywoodiano apocalíptico.
Não posso me considerar um figurante, sim, sou mesmo um coadjuvante, afinal eu protagonizo cenas neste roteiro de horrores.

Levanto ainda meio sonolento com as imagens dos pesadelos vividos na madrugada ainda presentes em minha memória. Fico confuso, não consigo discernir a ficção da realidade: noticiários na TV e filmes de terror.

Nestas notícias,  vejo um sociopata que rege um país, cheio de leis e pouca justiça social, induzir o caos, o pânico, o desespero, induzir à morte, influenciar ao suicídio. Quer causar um genocídio.

Seria este, também um outro filme de terror?

Loucos insanos sedentos por sangue e mais poder?
São empresários, políticos e muitos militares; cientistas e médicos, sim até alguns deles, com bom grau de instrução, apoiando e aplaudindo tais discursos de morte.
São estes que acreditam que a Terra é plana.

Querem mais mortes além daqueles que estamos assistindo a tantos anos na TV: mortos pela criminalidade, mortas pelo feminicídio, mortos pela falta de saneamento básico, mortes causadas pela fome.

Elite gorda, inerte, fartos de alimentos, que nada basta para saciar a fome desta riqueza e poder.
Aí sim, neste cenário, sou mesmo um mero figurante. Figuro em meio à uma multidão acomodade n infame país. E nada posso fazer além de reclamar e lamentar aguardando que os movimentos sociais mobilize o Congresso Federal, pois não fui participante na escolha destes líderes!

Enquanto isso, tenho que sair à rua, comprar o pouco que resta nas prateleiras dos supermercados com o pouco que resta no meu bolso.

Os efeitos especiais deste roteiro são dignos de Oscar®, revelam, neste outono, a realidade do silêncio que escuto pelo caminho. Não vejo ninguém, mesmo assim olho para todos os lados, desconfiado de tudo e de todos. O assassino não é apenas o vírus invisível, poderá estar camuflado, escondido, disfarçado.
O contaminado na mente doente poderá estar disfarçado de amigo, de parente, de alguém que está pedindo uma ajuda. Ou ainda, disfarçado de solidário para, na verdade, confiscar em benefício próprio, esperando a oportunidade para destruir o sistema imunológico e desferir o golpe fatal. A baixa humanidade procurando a baixa imunidade social.

A fotografia é assustadora, hospitais superlotados, cemitérios abarrotados, sem uma alma viva para poder velar pelos seus mortos.
Comércio quase falido: fechado, esvaziado, tudo trancado.
No caminho de volta foi impossível segurar o choro, tive vergonha e medo, insegurança pelo dia de amanhã.
Muitas vezes falta-me fé, outras vezes sobra-me questionamentos de onde estaria Deus.
Parece que este Deus não se comove com o desespero dos seus?

Todos os dias parece estar nublado, acinzentado. O sol é tímido. O vento arrasta folhas que rompem o silêncio das ruas.

Chega a noite, vem a madrugada e, enfim, desperta um novo dia, décimo primeiro dia de um isolamento social.
A cidade continua abandonada, minha liberdade continua trancafiada e a vontade de não fazer nada.
A trilha sonora são as vozes dos noticiários que repetem números e previsões.
As informações não faltam na TV, pedem paciência e cautela, todos dentro de suas celas.
As mentiras sobram nas redes sociais. Muitas orações de proteção, chazinhos que curam, remédios milagrosos, medicamento que ainda nem foi comprovado é aconselhado pelo insano presidente: demente, muitas vezes diz e depois desmente.
Alguns religiosos: hipócritas, contraditórios, insistem em pregar a sua fé em troca de uma oferta. Brigam com a justiça para que suas portas não se fechem. Para que não feche as portas em definitivo com a queda de suas receitas. Mais uma vez se manifestando o vírus da ganância - contrariando a Palavra de Cristo.
Vírus que só faz pensar em planilhas: números na conta corrente.
Vírus instalado na mente daqueles que só querem chegar ao poder.
Este vírus potencialmente contagioso. Contaminou um grupo de líderes religiosos que ostentam a riqueza, não querendo abandonar suas posições de conselheiros do "rei" (o presidente). 
Se auto-intitulam orientadores do povo, formadores da família tradicional brasileira, pessoas do bem!(?)
Filhos da mentira, propagam a desinformação.

Um vírus do nepotismo. Cega, não querem ver a verdade, não enxergam a sociedade.
Não se importam com o sistema de corrupção e o corruptor, desde que seja para continuar como gestor.

Alguns outros religiosos continuam trancados  no distante passado das quatro paredes dos seus templos, com a mente trancada em sua liturgia ultrapassada voltada ao egocentrismo do obscurantismo. Influenciadores de uma geração involutiva, mesquinha, preguiçosa e acomodada, com dogmas e preceitos pré estabelecidos, preconceituosos e egoístas.

Pandemia, religiosos na política, parece um roteiro da Idade Média.

O mundo está um caos.
Governantes despreparados.
Sem rumo, sem direção, não sabem o que fazer.
Poucos bem intencionados.
Estes agem com sabedoria, são os protagonistas.
Há ainda os que pensam que são verdadeiros atores teatrais, administram como se ainda estivesse num show business com sua prepotência e soberba.

Esquecem que esta crise não escolhe rico ou pobre, velho ou novo, Oriente ou Ocidente. Ninguém está imune, ainda. E, enquanto não houver uma vacina ou um remédio, este filme continuará a ser rodado, dia após dia. Neste caso, tantos outros protagonistas não podem sair de cena: médicos, pesquisadores, cientistas e profissionais de serviços básicos que não param por nenhum momento.

Visto isto, assumo uma fala de até arriscar quais as nações sairão mais fortes em sua liderança mundial, outras que continuarão fragilizadas, e outras que perderão o seu posto de administrador do comércio global. Afinal, esta é uma nova fase da civilização, desde janeiro, ou dezembro, talvez, pois ninguém sabe ao certo quem foi o primeiro infectado; não estamos mais na Idade Contemporânea. O mundo mudou, a visão geopolítica que tínhamos já não existe mais.
Por enquanto, ninguém, nenhum líder mundial, nenhum filósofo, historiador, ou cientista político é capaz de descrever o futuro, mas uma coisa é certa, o mundo já não é mais o mesmo, e que a chave desta nova civilização seja a solidariedade, que tanto faltou neste capitalismo desigual e desumano.

O vírus mata. A falta de saúde pública mata. O desemprego vai matar. E a fome já vinha matando muito mais em diversos países a longos anos.
Se estes líderes mundias não tiverem novas estratégias para reorganizar este mundo, novos vírus virão, talvez mais fortes, e não sobrará roteirista de cinema capaz de levar para a ficção o que podemos viver na realidade. Não sobrará ator sequer para interpretar nenhum papel neste cenário contemporâneo transformando em Idade Média.

Uma floresta de concreto abandonada segue descrita nestes longos dias em meu roteiro até que tudo possa voltar à normalidade.



by Wagner Pires, in Silêncio, O Culto, Mar 23th, 2020

quinta-feira, 12 de março de 2020

FALÁCIA


Fico pasmo, desacreditado.
Ainda vejo estudiosos e a mídia dizer que o Brasil é um  país forte.
Forte no seu  povo, forte em suas  instituições.
Instituições sérias e responsáveis.
O Brasil não é um país sério.
Acho que o Brasil nem é um país, sério!

Um país deve ser administradores por bom gestores.
Gestores são pessoas qualificadas para gerarem riquezas.
As riquezas não são propriamente capital financeiro.
Pois os valores devem ser revertidos em benefícios para a população.
A população, a qual, também deve fazer sua parte.
Adquirir conhecimento e cultura para saber escolher o seu gestor.

Este gestor político é executivo, portanto deve executar e não se acovardar.
E outra função, não menos importante, é gerenciar pessoas.
As pessoas é que fazem a máquina funcionar, impulsionar.
Quando uma máquina produz, ela expande o seu negócio.
Um dos "negócios" em que um político deve se responsabilizar é a saúde pública.
Uma saúde pública saudável cuidará de uma população mentalmente saudável.

Saudável deve ser também o caráter de um político gestor.
A corrupção é um câncer que deforma uma sociedade.
Uma sociedade deformada fica sem identidade cultural.
A identidade de uma nação é o seu rótulo de apresentação.
E como o Brasil tem se apresentado lá fora?
Lá fora, são vistos como o país do futebol e do carnaval.

Um país precisa muito mais do que apenas futebol e carnaval.
Para se chegar a outro patamar é necessário educação.
A educação de um povo é um fruto que se colhe a longo prazo.
Talvez, desde a década de 50, é que temos visto a decadência educacional deste povo.
Um povo que tem se tornado acomodado e conformado.
A acomodação deixa as pessoas inertes e desinteressadas

Desinteresse de se informar, de buscar formação educacional e novas culturas.
A falta delas propicia a propagação da mentira.
E a mentira se tornou a vida destes novos políticos praticando a velha política.
Então, não me venha com discurso de que é um país sério.
destes políticos nada sério.
Estes políticos não são nada, sério!


Wagner Pires, in Silêncio, O Culto

segunda-feira, 9 de março de 2020

FERIDA


Um monstro: o sonhador fracassado.
Compreendê-lo, talvez.
Busca trabalhar para sua própria vida.
No COTIDIANO desta sociedade doente.
Sem utopia das injustiças sociais deste pacato alienado.

Curioso,  sempre com opinião.
Paciência, talvez.
Seus interesses causados por problemas pessoais,
Tem a filosofia a qual acredita e pratica.
Usa palavra dura que sai do coração que é delicadeza pura.

Discriminá-lo segundo as suas posses?
Nem tudo é feito de riqueza.
Muitos ricos ostentam nobreza,
Mas a alma fede a pobreza.
A humildade é uma singeleza.

Com o desrespeito, se tornou solitário.
A solidão, o fez solidário,
(Àqueles a quem quer compaixão).
O descaso o transformou em incrédulo nos homens,
E preferiram defini-lo: homem sem fé.

Do que vale os muitos romances, se o coração só ama a si mesmo.
Melhor é ter amores.
Amar as pessoas, ao próximo, ao necessitado, ao desconhecido.
Ser admirado e respeitado:
Pela honestidade, esforço, dedicação e trabalho.

O rio segue ao encontro do oceano.
E a vida segue este curso.
Cada qual no seu doce rio, navega em direção ao salgado mar.
Vão querer conhecê-lo quando se fechar a última porta?
Este é um caminho sem volta!



Wagner Pires, in Silêncio, O Culto

quinta-feira, 5 de março de 2020

FELIZ 19 ANOS



Há pouco mais de 19 anos, de vez enquanto, eu conversa com o Rafael ainda na barriga da mãe: "rapaz, você não pode nascer numa SEGUNDA-FEIRA porque é o único dia que eu não posso faltar ao trabalho".
Na madrugada do dia 6 de Março de 2001, mais precisamente as 4 horas, TERÇA-FEIRA, estourou a bolsa, a mãe dele me acorda, corremos para a maternidade, quase no final da tarde ele nasceu.
Por que eu escrevi segunda-feira e terça-feira em caixa alta?
Porque ele é assim, um ouvinte solidário participativo. O filho amigo companheiro em qualquer momento, sempre alegre, às vezes rabugento porque busca sempre a perfeição.
Por isso eu acordo desejando à ele muitas felicidades em todas as áreas. E não poderia deixar de ser especial neste dia, que seja uma grande data.
Parabéns filho, e continue sempre nesta caminhada de conquistas e realizações.



Wagner Pires, in Silêncio, O Culto

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

FAVORES



Talvez não vivamos o mundo contemporâneo, são tempos de modernidades tecnológicas e retrocesso social.
Era da geração x, y, z.....
O que fazer?

No mundo lógico quase tudo se compartilha: muita coisa fútil, inútil.
Dividido, cheio de opiniões não aceitam contradições; soberbo na sua razão contrasta com uma profunda solidão, podendo ser vítima de uma cruel doença: a depressão.
No COTIDIANO ficam debruçados em seus celulares olhando o mundo a fora, sem enxergarem o que passa ao seu redor.
Toda esta vontade de ser o dono da verdade poderia ser transformada em fazer a bondade.
Imaginam ter uma capacidade universal: de doutor a pastor, de psicanalista a jurista, de político a gnóstico, de projeto técnico a projeto arquitetônico. São escritores e poetas das redes sociais.

O mundo físico é aquele que necessita da solidariedade, do afago, um simples aperto de mão. Alguém que lhe estendesse o braço, um abraço apertado, um ouvido para que seja ouvido dos seus lamentos de dor.
Sentir o abstrato, perceber as emoções, ter mais contato.
Notar a fome, levar um pedaço de pão, um cobertor para quem na rua dorme.

O mundo está tão lógico que os sentimentos se robotizaram.
A instituição família sem amizade e sem carinho, sem o melhor amigo, aquele que é quase que um irmão, sem atitudes de benevolência (e sobra violência); poderia ser mudada para o rótulo de uma instituição industrial: fria, sem vida; cada um com um número serial.
Cada um com seus problemas. Quem se importaria? Ninguém perceberia. Afinal, são máquinas com expressão superficial.

Rege o egoísmo e o interesse pessoal, quase não se vê uma relação interpessoal.
(Para falar a verdade, nem a intrapessoal: olhar dentro de si, reconhecer os erros, arrepender-se, se desculpar, mudar).
Uma troca de informação, de conhecimento, é feita via envio de dados digitais, mesmo se a pessoa está ali ao seu lado, sentindo o calor do seu corpo. Mas sem conseguir sentir esta sinergia.
Não estivéssemos assim, seríamos uma sociedade com sentido comunitário - uma unidade, menos solitário, mais solidário.

É necessário extrair de si, e deixar agir, toda ação de compaixão, que é uma das características do amor. Uma comiseração piedosa pela tragédia até mesmo do desconhecido e impulsiona uma atitude de participação.  Sem pedir nada em substituição.
A sociedade é um quebra-cabeça em que cada peça deveria ser encaixada de maneira perfeita, sem interferir no espaço ao lado,  e todos pudessem desfrutar das benesses deste espaço coletivo, aprimorando as suas qualificações na unificação.
Viveriam de forma ordenada e em constante progresso.


"O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do sei coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca." Lucas 6:45


Wagner Pires

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

PAI CHÃO - EM 20 ATOS

foto de arquivo pessoal

                    Pai chão é o início de uma linda jornada sedimentando um caminho, asfaltando a trajetória de uma vida. Aquecendo no colo aquele bebê recém nascido, num novo mundo, ainda assustado: primeiro choro. Paixão de vê-lo pela primeira vez, de tê-lo em meus braços e poder lhe transmitir conforto.

                    Pai chão para seus primeiros passos, ainda não tão firmes, equilibrando-se e já querer sair em disparada, eu firme lhe segurando pelas mãos. Paixão de ver teu sorriso por considerar-se um desbravador, vitorioso, conquistando seu espaço com liberdade. Primeiro ano.

                    Pai chão, sair para socorrê-lo, primeiras artes, primeiro acidente, primeiro susto, querer transferir para mim a tua dor. Paixão em saber que nada te abalava e incomodava, não perdia a alegria e disposição. Chegando o segundo ano.

                    Pai chão, chegar em casa e você correr em minha direção, pés descalços, terra no corpo, agarrar meu pescoço e sentir-se seguro. Paixão por ver uma braveza no rosto e carinho no coração, só queria a minha companhia, e que fosse constante, permanecesse sempre ao teu lado. Completou o terceiro ano.

                    Pai chão, mudança de planos, mudança de vida, mudança de país para sempre poder oferecer-te o melhor em todas as áreas. Mesmo na distância era a sua direção. Paixão do reencontro, do abraço apertado, da simpatia contagiante, ser admirado e respeito. Partindo para o quarto ano.

                    Pai chão no trabalho duro e poder surpreendê-lo, presenteá-lo. Enganei-te: fingia estar segurando aquela bicicleta para que pudesse aprender a pedalar. Paixão foi correr alegremente atrás de ti naquela estrada arborizada; aprendera rapidamente a se virar sozinho. Passou voando o quinto ano.

                    Pai chão, mais uma vez tive que ser sua estrada, seu alicerce num momento difícil: a dissolução da família; contrariado, situação que teria que aprender a conviver. Paixão indescritível pela atitude firme de uma pequena criança determinada em optar a morar comigo, independente dos contratempos - tudo se arrumava. O sexto ano foi desafiador.

                    Pai chão com cobranças, firmeza, e que nem sempre colaborava (mimado), chegou o momento de partir para a escola, e as tarefas de casa dividiam-se com as brincadeiras - desviando sua atenção. Paixão de ouvir da professora o tanto que era querido, empenhado em aprender, apesar de algumas limitações, já era um batalhador. Sétimo ano de aprendizado.

                    Pai chão é um caminho de belas paisagens, como também de alguns obstáculos; como toda criança: requer cuidados, e não foi diferente de tantas outras. Paixão e dor, escorria-me as lágrimas pelo seu sofrimento, e não querer deixá-lo, porém uma rápida recuperação, nem uma pneumonia fazia aquela criança parar de brincar e tagarelar. Queria que este oitavo ano terminasse logo.

                    Pai chão, até mesmo em momentos serenos, sem fatos relevantes, sem acontecimentos sombrios ou magníficos. Paixão nesta sua rotina diária que nunca é monótona, sempre são aventuras gratificantes, "o presidente da república" e seus animais de estimação. Seguimos o nono ano em tranquilidade.

                    Pai chão também toma caminhos errados, mesmo com intenções de te oferecer uma família mais presente, uma rota mais estável - acabou sendo mais instável. Paixão com sua tolerância e paciência, compreendendo os fatos e sendo solidário e participativo, nunca me abandonando. Uma jornada infindável no décimo ano.

                    Pai chão numa nova fase, outras direções, uma nova perspectiva, outra vez nova cultura, outra vez nova escola, outros novos amigos. Paixão que se reflete como dos anos anteriores, e as frases se repetem: é admirado e respeitado - somam-se as novas amizades, e ficam eternizadas. Paciência no décimo primeiro ano.

                    Pai chão é um filtro para que nem tudo venha interferir na formação e no caráter, não desviar a atenção e possa viver cada etapa de cada vez, sem pressa. Paixão por poder ter maturidade sendo uma criança, por me ouvir. Décimo segundo ano foi perturbador, confusões, soluções.

                    Pai chão faz mudar os ares, o clima, os desafios, os lugares, sem que perca a meta, a direção, o objetivo. Paixão da rápida adaptação, um sorriso tímido ofusca a insegurança na incerteza sem previsão. Uma breve passagem nesta mudança de paisagem. De lá para cá, de cá para lá neste décimo terceiro ano.

                    Pai chão ensina a ter mais responsabilidades quando chega a adolescência, o mundo tem seus caminhos mais perigosos, nem tudo que parece bom e prazeroso é saudável - minha presença sempre deve ser constante. Paixão pelo comportamento honesto, responsável até mesmo nas discussões das nossas diferenças, instável como qualquer adolescente. Décimo quarto ano começa discernir o bem e o mal.

                    Pai chão quando tem que enfrentar novamente a enfermidade, estar ao seu lado, apoiando, mesmo não sentindo a mesma dor, sinto uma dor na alma, senti-me impossibilitado de poder te curar. Paixão pela sua determinação, não desistir, não desanimar aos reveses da vida e ainda achar graça. Quando o décimo quinto ano chega, é hora de reflexão e adaptação.

                    Pai chão na hora de aperfeiçoar o caráter para que não haja soberba, prepotência, arrogância, independente da tua posição social. Paixão e admiração em fazer aquilo que um dia sonhei, ou ainda aquilo que eu fui um dia. Este décimo sexto ano foi uma estrela.

                    Pai chão ensina o respeito mútuo, a fidelidade, a justiça, a compreensão, o amor - o  relacionamento amoroso. Paixão por participar do seu primeiro amor, primeiro romance, por assumir outras responsabilidades. Um menino cada vez mais homem vivendo seu décimo sétimo ano.

                   Pai chão no momento de buscar uma carreira, um ofício, algo que satisfaça profissionalmente e financeiramente. Paixão irradiante, todos os dias ser ouvinte da tua disposição em executar as tarefas diárias do trabalho, o respeito pelas pessoas neste ambiente profissional, para que venha aprender e prosperar. Décimo oitavo ano foi surpreendente, diferente do que imaginávamos, mas o que sempre sonhou.

                   Um pai em 20 atos para ser um alicerce, a base de tudo, um chão a ser trilhado, uma estrada, um guia, um rumo, traçar as rota e direções. Determinar o roteiro e a rotina para cada etapa. São exemplos a serem repetidos e outros a serem esquecidos. Caminhos a serem percorridos e outros a serem desviados. Pai que às vez é um chão com obras para manutenção, outrora endireita para facilitar os acessos, ou ainda permite as curvas e obstáculos para que possa amadurecer e crescer. É a paixão de um pai que tem nesta criança um amigo. Criança que tem se tornado um homem, e para que um dia este homem seja também um pai, e que possa descrever este amor para ser o condutor da tua geração.

                    É apenas o décimo nono ano da nossa linda história que vai se escrevendo  com vitórias que nos alegram e derrotas que nos ensinam. Relatos deste COTIDIANO que ficam como retratos em nossos corações.


Wagner Pires

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

FEUDALISMO


A sociedade global vive sua 4ª geração, a Idade Contemporânea, pós Revolução Francesa.
Nesta Revolução Francesa, viu-se a possibilidade de uma mudança na estrutura social feudal para um mundo voltado à industrialização com o objetivo de acabar com a crise econômica e as diferenças de classes  sociais – acompanhando a Revolução Industrial que acontecia do outro lado do Canal da Mancha, na Inglaterra.

Nos dias de hoje, no lado de baixo do Atlântico ainda temos esta sociedade feudal, mas mais para Jecas do que para Jacobinos.
Os senhores feudais destituídos na Idade Média viram o mundo cruzar os mares na Idade Moderna. Na Idade Contemporânea, viram atravessar a atmosfera e pisar na Lua, e de lá avistar uma Terra redonda. Porém, estes senhores feudais ainda reinam de forma soberana sobre seus vassalos e servos, assessorados pelo novo Clero, os Neopentecostais neocalvinistas, nestas longínquas terras tropical.

Juntamente com a nobreza, e o clero, eles controlam todo o mercado financeiro. Controlam ou são acionistas das grandes indústrias, do grande comércio, da grande mídia e de enormes pedaços de terra.
Detém o poder no setor agro/pecuário, queimando e desmatando sem a preocupação com os danos que causam ao meio ambiente. Desocupam, à bala, as terras pertencentes aos seus originários (índios). Alimentam a população com venenos - destruir e matar para enriquecerem.

A nobreza, deste sistema feudal, é participante e coparticipante de todo lucrativo sistema bancário, controlam a entrada de capital estrangeiro. Manipulam números e determinam taxas e juros - abastecem seus fartos bolsos, dos bancos ao câmbio.
Vendem os recursos naturais, querem privatizar até o que dá lucro de forma desnecessária com a desculpa de não sobrecarregar o estado - estado mínimo. Mas os senhores feudais oferecem aos servos uma péssima qualidade dos serviços básicos para sobrevivência - mesmo tendo estes servos uma pagamento de elevados tributos.

Tributos que são constantemente desviados dos cofres públicos para outro setor de poder: imobiliário e construção civil - em suas propinas do corruptor ao corrupto. Inflacionam o mercado imobiliário através da supervalorização do m², tanto na venda quanto na locação. Com isso, não permitindo nem a estabilidade da classe média, a burguesia, e impedindo a ascensão dos servos, os pobres. Gerando altos valores no mercado comercial imobiliário.

Tornam a educação e a informação seus piores inimigos. Praticar a cultura, é crime, estudar é desnecessário.
A saúde é precária e obsoleta. A segurança pública se torna insegura quando é chefiada pelos próprios bandidos que deveriam ser investigados. E o opositor, neste caso, deve-se calar ou será calado.

Com o desejo de privatizar todos estes setores: saúde, educação, segurança - o transporte já é privatizado, as empresas privadas que prestam estes serviços se dividem em: de qualidade tem suas cobranças caras, que só permite o acesso aos mais abastados; e sobrando para os menos favorecidos os serviços baratos, porém sem nenhuma qualidade de formação educacional, atendimento de saúde, transporte e segurança pública ou domiciliar.

Atualmente existem dois tipos de serviços de segurança social (que englobam educação, saúde, trabalho e a própria segurança social): o sistema norte americano, onde o trabalhador não recolhe impostos para o governo administrar, porém o cidadão contrata seguradoras para supri-los em caso de necessidade médica/hospitalar, aposentadoria, ensino, etc. E o sistema francês, utilizado na Europa, cujo cidadão tem boa parte de seus salários retidos e repassados ao governo em forma de tributo, para que este dê de volta à sociedade: escolas e hospitais públicos; seguros sociais, em caso de afastamento do trabalho, desemprego, aposentadoria; transportes de qualidade: não poluente, confortável, frequência constante de circulação (mais vazios), tarifa de baixo custo (a Dinamarca é o primeiro país do mundo a oferecer transporte gratuito para toda a população), e segurança pública.
No Brasil se praticam as duas formas: tanto a americana como o francês, pois o trabalhador perde parte do seu salário para pagamento de impostos, mas é obrigado e contratar serviços de saúde (convênios médicos); seguros de vida e previdência privada para garantir uma boa aposentadoria; na educação, colocar seus filhos em escolas e faculdades particulares (nem sempre de boa qualidade); o transporte público é caro, superlotados, sem conforto e qualidade (com intervalos entre um e outro elevado ocasionando mais lotação e atrasos); a segurança deve ser particular, carros blindados, casas com circuitos internos para garantir uma proteção.
E por aí vai toda falta de planejamento, operação e administração dos senhores feudais e sua burguesia - a ingerência, a incapacidade, que nada mais é a falta de vontade de governar e o interesse no setor privado que estão sempre nas mãos dos senhores feudais e da nobreza, por que não incluir também nas mãos do clero.

Assim como a igreja católica que entre os séculos V ao XV criava seus demônios, perseguia e matava seus oponentes, aconselhando e orientando os senhores feudais em suas caças às bruxas, o clero atual tenta moldar uma sociedade moralista segundo os seus princípios neopentecostais.
Interferindo em questões culturais e educacionais dentro da política. Fantasiam fantasmas de forma racista, xenófoba, misógina, homofóbica, preconceituosa. Ressuscitam rituais e crimes da década de 60, no regime da ditadura militar. Criam doutrinas que se tornam rótulos em determinados grupos da sociedade e, estes grupos evangélicos da sociedade seguem estas leis sem questionamentos.
É uma visão medíocre, limitada, egoísta e, principalmente, distorcida da Verdade. Criam mentiras com único interesse de chegar ao poder. Mercenários e manipuladores da fé.
Gritam para um povo facilmente envolvido pelos seus discursos, porque este povo está mais interessado em receber o milagre da multiplicação sem muito esforço - mesmo tendo a obrigação de pagar "tributos" por estes "milagres", como forma de doação, dízimo e oferta - ofertam até mesmo a própria a alma além do bolso.
O povo tem este pensamento preguiçoso justamente por não terem recebido uma educação de qualidade nos últimos 70 anos, tiveram suas mentes cauterizadas. Não criaram e exercitaram a capacidade de poder debater e questionar. Não adquiriram conhecimento e cultura que os tornassem capazes de interpretar e discernir o que lhe é dito e pregado. São iscas fáceis, de mentes manipuláveis.
O clero, ou pode-se dizer: os apóstolos, bispos, padres e pastores, criam o terror moral com falsas regras e dogmas, acusações e inverdades - oprimem através do medo com historinhas da luta do bem contra o mal.

Pobre povo pobre, oprimido também pela mídia controladora, que em suas ilhas de edição determinam o que deve ser transmitido e o que se pode ser lido. Meios de comunicação que deveria apenas investigar e comunicar, mas são aliados de quem lhes convém, elegem e retiram do poder quem e quando querem. Típicos camaleões em busca dos números do Ibope, da audiência que se converta em dólares em suas contas corrente e nos paraísos fiscais.
O governo precisa dos meios de comunicação, assim como os meios de comunicação precisam das concessões públicas controladas pelo governo - toma lá da cá.
Inclusive nesta comunicação de massa (TV, Rádio e Internet), de olho nos números, a igreja está presente muito fortemente. Desceram do púlpito e do altar, tiraram o paletó e a batina, foram para frente das câmeras, sempre acompanhados das planilhas - números e mais números, valores em suas contas corrente. Ou ainda, sem depósitos no bancos para burlarem o fisco da receita federal, em suas lavagens de dinheiro em negociatas e no paraíso fiscal.

Os jecas acomodados, acostumados com a miséria por terem suas mentes cauterizadas pelos soberbos – o sistema, refletem um comportamento apático, passivo, preguiçoso.
Na ignorância, tornaram-se arrogantes, egoístas e hipócritas, coniventes e cúmplices da roubalheira. Sendo covardes quando apenas esbravejam discursos aleatórios e sem sentido nas redes sociais. Escondem-se nestas redes sociais. E influenciados pela falsa burguesia, saem às ruas em manifestações inúteis, ou simplesmente saem à janela para "baterem panelas". 
Nas redes sociais se distribui mentiras e teorias conspiratórias com a intensão de desviar a atenção dos reais fatos. Circulam pela falta de vontade e capacidade de buscar a verdade.
E assim, vivem à mercê de sua fé ao invés de questionarem, debaterem, pesquisarem, estudarem e lutarem como os verdadeiros Jacobinos.
Nesta cômoda preguiça, fogem para as praias, pensam no carnaval ou no próximo feriado que virá, com o churrasco na churrasqueira, a cervejinha na mão, o pagode (ou hoje em dia o pancadão) na caixa de som, em seus carros parcelados em dezenas de meses.
Vivem na periferia em casas como caixotes em tons de vermelho reluzente dos seus tijolos baianos ainda aparentes.


Pelos resultados das últimas eleições, temos visto que os que deveriam ser os verdadeiros jacobinos baseado na sua classe social, avaliado pelo poder econômico que possuem, deveriam lutar e influenciar o povo a conquistar, porém também são jecas como os servos. Nada mais são do que emergentes recentes, também esperando o próximo feriado. Pensam que são a elite, mas são igualmente egoístas por interesses, prepotentes pelas suas conquistas, e servos destes suas próprias conquistas materiais.

Nesta sociedade não há evolução, ao contrário, o passado é valorizado e imitado, levantando das catacumbas as enfermidades de mentes doentias e assassinas. Ressurgindo com os mais assustadores discursos, ameaças e crimes já cometidos, idolatrando monstros como se fossem heróis.
E todos: contra e a favor, vivem num duelo como se estivem na Idade Média, na luta para ascensão de classe social em pleno século XXI.


"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder"

2 Timóteo 3:1-5a



por Wagner Pires

sexta-feira, 2 de março de 2018

MEU ANJO





O céu está coberto por um véu
Selaram o destino com um beijo
Confiaram no destino e o mesmo nos traiu
Pessoas a minha volta mentem sobre mim
Vozes em minha mente mentem sobre mim
Já menti sobre mim
Nem sei o que restou em mim
Amor, ódio
Eu não sei mais diferenciar
Certo ou errado
Errado e o certo são o mesmo para mim
Ouvi uma doce voz falando sobre mim
Entreguei o último pedaço do meu coração
O que sobrou de mim?
Olha este céu
Caindo em pedaços
Estilhaços caídos
Meu mundo virou um vazio
Confiei no meu destino que me traiu
Como criar um falso amor?
Como amar?
Espera por mim, logo estarei aí
Desculpa por te fazer esperar
A Terra está girando muito rápido
Não tenho mais tempo para pensar
Escrevo para o tempo passar mais devagar
Não importa o quanto a Terra gire
Continuo no mesmo lugar
Mina, olhe este céu
Quero te ver com um véu
Colocar um anel
Olhando o céu
Não pensar no amanhã
Sem pensar no que pode acontecer
Com os estilhaços do céu caindo sobre mim
Olhe para o céu esta noite
Todas as estrelas tem um porque
Um porque para brilhar
Um porque como o meu
E estou caindo em pedaços
Olhe para o céu esta noite
Todas as estrelas tem um porque
Porque acreditar em mim
Menti tanto sobre mim
Tentei ser o que nunca quis
E me tornei tudo aquilo que sempre quis
Não quero mais dormir
Quero aproveitar enquanto estou aqui
Anotar tudo de lindo que já vi
Começando por você
Olhar caído
O Seu sorriso
O seu jeito
Tudo isso faz minha mente explodir
Não quero esquecer o que aconteceu aqui
Não me importa o que sofri
Não me importa o que senti
Sinto um vazio em mim
Mas talvez você possa confiar em mim
E fazer eu prestar um pouco mais

Rafael Pires

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

SOBRE NÓS DOIS


fonte: https://www.facebook.com/Profilpas/photos/a.634410049952807.1073741830.194785243915292/752864108107400/?type=1&theater

Assim como o poeta que não usava sapato
Achou que não sabia fazer poesia, o poeta nato
Achei que não saberia te amar
Mas te amei até tudo acabar
Decidimos confiar no destino e o mesmo nos enganou
Lembranças é o que sobrou

Da luz que quase me cegou em uma noite escura
Fez-me esquecer de tudo com um beijo de loucura
Curtiu minhas ideias erradas
Amou meu jeito largado, amou a minha pegada
Deixa em segredo e mantem sigilo pelo que aconteceu entre a gente
Eu não quero o mundo todo, mas o mundo todo menti



by Rafael Pires


domingo, 17 de dezembro de 2017

DOSE DE NEUROSE


photo by https://www.femelle.ch/beauty/haut/25-script-tattoos-worte-die-unter-die-haut-gehen-p384/7


Sabe, linda, é difícil de te explicar
Ainda não consigo te amar
Meu coração está destruído
Deve ter sido o cupido
Mostrou a pessoa errada para eu me apaixonar

Sei que sou complicado, confuso,
Às vezes indeciso com aquilo que quero
Fico perdido, sem saber o que fazer
Se a gente se trombar você ainda vai me querer
Mas eu não vou poder te ter

Toda vez que fecho os meus olhos
Na mente sinto o tom da tua voz
E a vida não permite nós dois estarmos juntos
Fico largado, esquecido, abandonado
Em noites de bebidas, rodeado de bandidas

Ela aparece do nada, no meio da madrugada
Gritando, falando que não me quer mais
Que eu a deixo doida , não me aguenta mais
Odeia o meu jeito de viver, o jeito de ser
Em noites e bebidas rodeado de bandidas

Loucas para me darem uma dose de amor
Mas eu só quero com copo regado com teu calor
Para aproveitar o momento
Viver o momento antes que este momento se acabe
Vamos esquecer as nossas neuroses

Nos embriagar numa dose pura, dose de loucura
O resto é só história do passado
Sei que foi mal acabado
Mas que fique esquecido, adormecido
E eu entorpecido, igual droga: o nosso amor


by Rafael Pires

domingo, 4 de setembro de 2016

PUZZLE

          Escrever é procurar no arquivo de nosso memória palavras
para comporem o quebra-cabeca da nossa história.


domingo, 14 de agosto de 2016

O PAI SOLTA O VERBO



Ensinar, educar, corrigir, aprender (com ele também aprendo muito)
Telefonar, ligar, falar, falar, falar.....
Ligar (novamente para ter certeza)
Enviar, curtir, partilhar, comentar (nestes tempos modernos)
Questionar, perguntar, cobrar
Bater? (às vezes foi preciso, de leve, mas muito me arrependo, eram
outros tempos)
Castigar
Repreender, entender, cooperar, perdoar, esquecer
Discutir, discordar, dialogar, ouvir, enxergar
Levar, trazer, cuidar, proteger
Pegar, entregar, resgatar, doar
Presentear (e estar sempre presente, é o mais importante)
Caminhar, perambular, subir, escalar, exercitar
Correr, pular, saltar, rolar, brincar, jogar, chutar, nadar, praticar
Dançar, viajar, sair, passear, visitar
Fotografar, registrar, guardar (nunca sair da memória)
Descansar, relaxar...(ufa, finalmente)
Deitar: dormir, despertar, acordar, levantar
Cozinhar, alimentar
Preocupar, cuidar, curar, medicar, observar
Chorar
Aconselhar, orientar, mostrar, conduzir
Revelar, desvendar
Omitir, mentir? (jamais)
Respeitar, aceitar, compreender, gostar
Incentivar, motivar, aplaudir, orgulhar, emocionar
Desfrutar, enriquecer, aproveitar
Sorrir, comemorar, festejar
Ver nascer, ver crescer, ver conquistar, ver amar, ver viver
Acompanhar (sempre, mesmo que à distância)


Ser pai é conjugar o verbo amar enquanto eu viver!


Wagner Pires
in, Crônicas de Um Andarilho