sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

DESCOMPLICADO




Dormir sem ter compromisso
Cabeça vazia no travesseiro
Acordar sem ter hora marcada
Sair sem saber para onde
Prosseguir por ai
Sem pressa
Voltar para lugar nenhum
Sem rumo
Despreocupado
Nem com o amanhã
Muito menos com o que ficou para trás
Ao redor nada a incomodar
Olhar para o alto e sorrir
Admirar a frente e seguir
Sem solução
Porque não há problema
Há um Caminho
Sem preocupação
Minha companhia sou eu
Distraindo-me com a paisagem
Verde ou em concreto
Cheia ou vazia
Mesmo que seja na turbulência sonora
Sem barulho
O destino é igual para todos
O roteiro cada um é quem faz

Wagner Pires

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

EM CONTEXTO




Associado em palavras,
Constroem frases.
Matéria prima
Nem sempre vira rima.
Palavras na minha vida
Algumas não são ditas.
Melhor ficarem escondidas,
No silêncio.
Já bastam as reveladas
Descritas em compêndio,
Um blog contando a rotina
Onde se misturam,
Confundem e revelam.
São do COTIDIANO, corriqueiras,
Simples, porém verdadeiras.
Verdade em sonhos
Que não viraram realidade.
Falta a oportunidade.
O que importa é descrever o sentimento.
Alegre ou triste,
Depende de cada momento.


Wagner Pires
in, Crônicas de Um Anadilho

COLAPSO




Início dos anos 60 e o Brasil cai no abismo da ditadura,
Lugar de onde nunca mais saiu.
Exatamente, nunca mais saiu,
Pelo contrário, se afundou cada vez mais.

País fechado, isolado.
Distante da modernidade.
Sem expressão e liberdade.
Rude e agressividade.

Na segunda metade dos anos 80,
Capengando no fundo do abismo
Do mundo sócio-econômico-cultural,
Torna-se um caos.

Com a falsa liberdade (manipulada)
Tudo é moderno e normal,
Drogas, sexo, palavras vulgares...
Entra governo, sai governo ninguém põe ordem: é animal.

É um país num caos no fundo do abismo.
Dizem que a criminalidade é por falta de leis.
O que mais tem são leis e pouca cultura.
Educação social para viverem as leis.

Não respeitam as leis,
Não cumprem as leis,
Não atualizam as leis,
Escondem-se nas leis.

Políticos e empresários, cidadão comum e facções criminosas.
Todos enxergam as leis como querem:
Sociedade, legislativo, executivo e judiciário;
Interesse próprio pelo poder e dinheiro.

Povo sem educação e respeito alheio,
Cultura em decadência desde o final dos anos 50.
Ignorância, mediocridade, incompetência;
Não adianta criticar partido A ou B.

É uma questão social,
Os partidos e seus políticos
São fruto da sociedade
Covarde por ser preguiçosa.

EUA conseguiu se livrar da máfia italiana
Através de um político que deu sua própria em 1963.
No final dos anos 70 governantes lutaram e
Baixaram drasticamente a criminalidade em NYC.

Neste mês, comemoraram
12 dias sem homicídio.
São Paulo tem média de
325 homicídios por mês.

Criminalidade é causa ou consequência?
É doença!
Mentes doentes, egoístas, corruptas;
Sem ética, que gera a desonestidade.

Nem me venham com discursos religiosos.
Assim como a política dos anos 60 e 70,
Se fecharam e se esconderam em quatro paredes.
Depois se tornaram neo-pentecostais!

O que é novo?
Nada de novo neste país moderno, igrejas "modernas".
Se tudo é permitido, venha como estiver e traga no bolso o que tiver.
Porque não buscar a prosperidade?

Prosperidade na conta e do corpo institucional,
E não da alma e saúde física.
Números é o mais importante,
Longe da qualidade e da Verdade.

A quem recorrer,
Ao Papa, ao Bispo, ao Apóstolo?
Afirmo que nenhum deles.
Estão preocupados com suas planilhas.

Esqueçam os provérbios populares.
Ainda bem que Deus não é brasileiro!
Isto é uma ofensa a um Deus sério, justo e honesto.
E se fosse, teríamos 9 mil km de deserto, cinzas e fumaça.

E se você pensa que vai relaxar na frente a TV,
Desista.
Monopólio manipulador, sanguessugas.
Fala o que quer somente para quem quer acreditar.

Não escapa nem o futebol.
A cada dia é um canal para lavagem de dinheiro
Sem procedência nacional ou internacional,
Facções criminosas nas federações, clubes e torcidas.

Nem perderei meu tempo
Criticando o carnaval:
No seu significado, importância, seja lá o que for
Em seus recursos financeiros: é o mesmo dos mesmos.

Enfim, o povo
Se curva e se cala
Por interesse, conivência, desconhecimento,
Desinteresse ou interesse próprio.

O Brasil é uma piada.
É o laranja para a economia mundial.
Nunca foi e está anos luz de ser referência.
Enganosamente tido como emergente, que está mais para indigente!


Wagner Pires

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

HISTÓRIA INACABADA.....




Porque tive que terminar assim
Interrogação
Interrogo-me com perguntas sem respostas
Ponto
Porém não é um ponto final
Afinal
Vírgula
Ainda há esperança
Exclamação
Clamo aos gritos
Dois pontos
Por misericórdia ou bondade
Não continuando do ponto interrompido
Ponto e vírgula
Reencontrar-te-ei
No meu ponto de partida
Reticências


Wagner Pires
in, Crônicas de Um Andarilho


sábado, 14 de fevereiro de 2015

CERTO OU ERRADO, O QUE IMPORTA






Ah, se eu pudesse despertar e abrir o arquivo da minha vida: chuvas, tempestade e trovoadas; e pudesse executar a função Ctrl+Z.
Teria o documento perfeito. O relato de uma vida bem vivida, o sol reinando.
Aproveitando cada momento, sorrindo e me divertindo. Teria vivido uma comédia romântica hollywoodiana com final feliz.

Teclaria Ctrl+Z e estaria guiando numa estrada apreciando a natureza com o vento frio batendo nos nossos rostos.
Cortando os bosques com suas folhas de outono.
A bela companhia ao meu lado, compartilhando o amor no mesmo objetivo com respeito.
Meu filho, passageiro nesta viagem da vida, este sim fiel companheiro.
Até mesmo nos duros erros da realidade que não são percebidos pelos descritos nos textos que não podem ser alterados.
Abrindo mão do conforto para prosseguir comigo mesmo não podendo executar a função Ctrl+Z para retornarmos no erro de alguns anos, somente depois detectado: mal planejado.

Mesmo que tenhamos este e outros erros apagados da memoria e perdoados, não poderiam ser esquecidos, pois servem para nos alertar e ensinar.
Além de nos ensinar, os erros nos faz conhecer o mundo e as pessoas: ingratidão ou compaixão. E, nem sempre solidários quando a preocupação é apenas egoísta – um mundo sem amor.

Ainda bem que não temos a função Ctrl+Z, deixaria de punir alguns injustiçados, pessoas sofridas, precipitados em algumas ações, entre tantos outros necessitados.
Mas também tornaria alguns hipócritas ainda mais poderosos na sua ânsia da corrupção.
Imagino o oportunista, egoísta, na sua fraude para beneficiar-se sem ao menos preocupar-se com a vida alheia.
Ou o criminoso na sua loucura de preparar a próxima vítima.

Executar a função Crtl+Z não tornaria a sociedade mais justa e perfeita, pelo contrário, tornaria a sociedade mais ambiciosa e manipuladora.

Nem assim, eu poderia seguir no meu caminho ensolarado de outono nas estradas que atravessam as florestas, ouvindo som de canções que alimentam a alma.
Tenho que peregrinar no desértico inverno solitário do caminho que tenho que seguir relatando palavras em documentos que serão arquivados na minha história.

E continuamos vivendo como num parque nem sempre divertido: dias de sol, outros talvez. Tentando desviar do lamaçal e das poças d´água que os dias de chuva deixaram.

E, prefiro mesmo que a vida não nos ofereça a função Ctrl+Z. A chuva em harmonia com o sol continua fazendo seu trabalho de regar a terra e produzir o verde.
Sem esta harmonia, encontramos terras secas ou alagadas, e ambas com dura vida.

O resultado final, sendo bom ou ruim, é fruto de uma ação, e não da intenção.

Na vida, podemos aprender com nossos erros das idas e vindas, mas nunca poderemos aprender alguma coisa quando nem ao menos tentamos e ficamos sentados observando pela janela e criticamos o sol e a tempestade!


Wagner Pires

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CONFLITOS DO TEMPO




Há tempos
Que eu não tenho muito tempo
Para me preocupar com o meu tempo.
Minha agenda já está com o tempo todo ocupado.
Por isso, não desperdice o meu tempo
Com assuntos sobre a previsão do tempo.
Eu simplesmente abro a janela e vejo o tempo lá fora.
Cada um que aproveite o seu próprio tempo da maneira que lhe convém.
Já me basta o tempo que eu perco
Preocupado com o tempo que me resta.
E assim, este meu tempo vai ficando escasso.
Tendo este pouco tempo,
Fico apenas a deixar o tempo passar,
Considerando o tempo de hoje muito corrido,
Bem diferente do tempo de outrora.
Este tempo de hoje não para,
O tempo voa como o vento.
Me questiono: como será o COTIDIANO do tempo futuro?
Pois o tempo é uma gangorra:
Há tempo bom e tempo de chuva,
Para determinar o tempo da colheita,
Tempos de paz e tempos de lutas,
Escrevendo este tempo na nossa história.
O tempo é único e singular, não se conjuga no plural
Alguns, com o tempo, são ensinados, aprendem e amadurecem,
Outros, nem tanto, o tempo só lhe causa mal.
O mistério do tempo ainda não compreendido.
As lembranças e saudade do tempo que se foi,
Os sonhos e projetos para o tempo que virá.
Então, é melhor deixar o tempo ir passando e analisar cada situação,
Porque nada como deixar o tempo revelar todas as coisas!

“Tudo tem sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.....Sei que não há coisa melhor para eles do que se regozijarem e fazerem o bem enquanto viverem; e também que todo homem coma e beba, e goze do bem de todo seu trabalho é dom de Deus.”
Eclesiastes 2:1-13


Wagner Pires
in, Roteiros de Uma Rotina

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

CHOCOLATE





Chocolate ao leite
Desembrulhar e provar
Sentir o sabor do recheio
Morango sedutor

Chocolate branco, bem doce
Fazendo doces e dengos
Delírio e devaneio
Maracujá, fruta da paixão

70% cacau deliciosamente amargo
Só para quem sabe apreciar
Personalidade forte
Calda de laranja para contrastar

Chocolate com menta
Ardente como chocolate quente
Ao mesmo tempo frescor
Cobertura no sorvete

Chocolate Prestígio
Prestigiar o sabor tropical
De dar água na boca
Textura e leveza
  
Chocolate com amendoim
Romance de Romeu e Julieta
Aventura e perigo
Cremosidade em cada pedaço

Assim é uma caixa de bombons
Com seus sabores e gostos
Formas e jeitos
Todas da mais bela e pura natureza



por Wagner Pires
in, Crônicas de Um Andarilho

sábado, 24 de janeiro de 2015

TREM PARA LISBOA




Chamartín próximo ao estádio do Real Madrid,
Destino Lisboa.
Embarco assim como diversos grupos,
Com variados idiomas.
Mochilas, cajados, bermudas e chinelos;
Peregrinos.
Muitos estudantes em férias percorrendo a Europa,
Aproveitando o verão.
Caminhos de Santiago de Compostela,
Uns para religiosa meditação,
Outros para admirar o quanto é bela.
São pequenas aldeias. Casas de pedra,
Vindimas, pecuária ovina.
Vinhos, queijos, enchidos e muita fartura.
Hospedagem em albergues,
Comunitários e solidários
Numa viagem que não seria longa,
Pouco mais de 600 km.
Viagem noturna, bobeei: cochilei,
Nem percebi a primeira paragem,
Despertei e apreciei a linda cidade,
Não me perguntem o nome.
Parados por longos minutos
E seguimos viagem.
Voltei a dormir.
Mas com isso,
Não perdi por deixar de observar a paisagem,
Era noite, madrugada chegando,
Só teria visto as luzes das casas,
As luzes dos postes nas ruas,
A luz do luar.
Enfim, o melhor foi mesmo dormir,
Recuperar o cansaço de um voo de 10 horas.
Roncava enquanto sonhava.
Sonhos mesclados com o passado
Que ia ficando para trás das rodas trilhando os trilhos,
Com o futuro das trilhas que teria que trilhar,
As quais viriam à minha frente.
Ansiedade, curiosidade, felicidade.
Atravessando a fronteira sem barreiras,
Amanhecendo em terras lusitana
Regiões áridas, casas pálidas
Seria o Alentejo?
Não vou saber precisar.
Tinha alguma cultura agropecuária,
Senhoras com longas vestes em pleno verão,
com lenço na cabeça para proteção.
E estes cenários vão sumindo com a chegada de nova arquitetura:
Aproximam-se as pequenas cidades,
Tranquilas, pouco movimento,
Alguns monumentos.
Viagem curta, porém demorada,
Havia imaginado que chegaria mais rápido.
Talvez a velocidade tenha sido pequena,
Ou as paradas longas.
Santa Apolônia, parada final.
Preocupado, assustado, desanimado,
A aparência do lugar, prédios antigos,
Alguns mal tratados, azulejados pintados à mão.
Moradores de rua, e muitas obras cruas.
Lágrimas nos olhos:
Já seria saudade ou seria alegria?
Cheguei em meu destino,
Porém não cumpri o meu destino.


Wagner Pires

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O MAL QUE EU TEMO.....




Peço paz e só encontro contendas
Como encontrar amor em meio à solidão
Respeito onde só recebo críticas autoritárias
Falta me ser admirado por trás destas críticas
Personalidade está sendo considerada arrogância
E minhas escolhas como um chato insatisfeito
Traição não está sendo apenas conjugal
Conjugar o verbo trair
É traduzir em falta de confiabilidade
Em quem confiar?
Busco prosperidade e só tenho miséria
Queria emprego e só tenho enfado
Poderia viver a minha vida, mas tenho que viver a dos outros
Nem meu espaço e privado
Liberdade?
Idas e vindas tem meus passos vigiados
Comentados e publicados na mídia social
Depois de passados por edição que visam seus interesses
Minha defesa e manter-me em silêncio
O mesmo silêncio é o que recebo em meus questionamentos
Pareço a ficha de um processo arquivado
Esquecido
A mercê da misericórdia
Bondade, ou milagre
Esperando a minha vez
Oportunidade
Privilégio de alguns
Outros: sofrimento e paciência
.....é o que me sobrevém!



Wagner Pires

LABIRINTO




Trancado em quatro paredes
Com muitas outras paredes interiores
Escuridão
Caminhos sem saída
Paredes impossíveis de escalar
Muralhas frias
Umidade
Lugar sem humildade
Forçando a calar-me
Grito em silêncio
Silêncio interior
Interior do quarto vazio
Precisando encontrar a saída
Fugir sem olhar para trás
Sem deixar saudades
Carregando somente lembranças
Na bagagem levando arrependimentos
De um tempo perdido
Cercado pelos limites de tristes fronteiras
Esquecer todas as minhas asneiras
E poder apreciar todas estas palmeiras


 Wagner Pires
in, Roteiros de Uma Rotina

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

SEIXAL




Pela manhã
A caminhar por um belo caminho
Flamingos em rosa pastel
Fazem sua refeição na baixa maré
Barquinhos atracados na areia barrenta
Velhos barquinhos
Coloridos, característicos sem igual
Apanhadores de ameijoas ganham seu sustento
Corredores mantém a forma ao redor da baía
Sigo em direção ao largo
Cidade histórica
Casarões e sobradinhos
Roupas nas janelas e nas calçadas
Ah, o Largo com a igreja matriz
Rafael junta-se aos putos a pularem
E as raparigas a brincarem
Esplanada lotada a lerem os jornais
Cafés amontoados
E lá está o tradicional Forno
Almoço de primeira, um espetáculo
Ementa de um grande vencedor
Lá ficou o meu bavaroise
Sobremesa depois do Bacalhau
Um carioca e vamos descansar
Dia frio com o sol imponente que não aquece
Mas embeleza, e como embeleza a tarde que vai caindo
Deixando feroz a maré do Tejo que vai subindo
Atingindo com violência o paredão
A respingar na avenida
Autocarro a chegar
A volta e rápida e não a caminhar
O dia foi longo e cansativo, trabalhoso e gratificante
Avisto o velho cacilheiro a direita
Pescadores nas muretas
Foi hora de partir
De partir o coração de saudade
Deixando estas lembranças
Que viram poemas dos bons momentos
Felizes tempos




 Wagner Pires 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

VISIONÁRIO VIAJANTE

fonte: https://www.kursfinder.de/ratgeber/team-charaktere-visionaer-13611


com um Voucher na mão,
e esta Vontade louca
de Voar por aí.
deixar o Vento bater no rosto,
Viajar com muito gosto.
Voltar, nunca mais.

Visitar muitos lugares:
Veneza,
Viena,
Viana do Castelo.,
Valladolid.....
Valha-me Deus

Ver paisagens, conhecer pessoas,
Vagando por aí.
Viver, Verdadeiramente Viver,
Vinte e quatro horas por dia.
Vagaroso, sem pressa de acabar.
Velocidade a quase zero,

Vagar sem compromisso,
e como Vale a pena esta diversão.
aproveitar a Vida, dia após dia,
entre Vales e montanhas,
Verde dos pastos,
ouvir somente as Vozes da natureza.

admirar o Voar das aves,
o galopar Veloz dos cavalos
Vendo o nascer do sol,
Vislumbrar o luar.
Visão do infinito
Virtude: não importa onde, ser feliz com paz de espírito!


Wagner Pires
in, Crônicas de Um Andarilho

PÉ DE GOIABA




Descendo o terreno em direção ao riacho
Pelas cercas de arame farpado
Atravesso pelo mata burro
A vaca olha em meus olhos
Estava atenta a tudo

A terra é fofa, ondulada, uma plantação de batatas
O sol quente deixa tudo árido
Avisto a sombra da exuberante mangueira
Um pé de goiaba cercado pelo bambuzal
Seus anjos da guarda

Goiaba que inspira perigoso romance
Da sobremesa ao veneno mortal
Beleza aparente
Alma doente
Recheada de vermes

Levada pelo guloso ladrão que não se farta
Arrancou-a do pé
E ao pé a deixou para apodrecer
Padecer pelos seus pecados que abandonbou a fé
Não adiantou os inúmeros recados

Pé de goiaba bichada que não mais produz
Inveja dasua vizinha mangueira
Que continua a produzir sombra e fruto
Para quem ali trafega com afego
E à goiabeira deixa seu luto

O agricultor cultiva sua semente
Preeminente
Remove pedras e espinhos
Delicia-se na exuberante chuva
Que colore seu novo caminho


"Por honra e por desonra, por imfâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, eis que vivemos; como castigados, mas não mortos...como nada tendo, e possuindo tiudo." 2 Coríntios 6:8-10


Wagner Pires
in, Roteiros de Uma Rotina