sábado, 24 de maio de 2014

MADRUGADA


O sono vai-se embora na madrugada
Lembranças de você
Sonhos com você
Seu rosto é uma fotografia guardada
No porta retrato na minha memória
Viro o corpo, reviro a mente
Planejo nosso encontro
Só quero ter você
Não importa o lugar
Importa o tempo
Meu inimigo nesta longa distância
Carrasco numa espera
Sem definição, situação imprevisível
(ou até mesmo previsível)
Sou refém deste tempo
E neste COTIDIANO
Não sei onde nos levará
Mas você sempre estará no meu coração
Mesmo que seja numa solitária madrugada fria




Wagner Luis Pires
in, Roteiros de Uma Rotina

sexta-feira, 23 de maio de 2014

AMIGA



Muito mais que amiga
Com um belo sorriso que me seduz
Num lindo e delicado rosto
Que disfarça a força do caráter
Sempre alegre com fé
Para alcançar seus objetivos

Muito mais que uma mulher
Com um corpo atraente
charmoso
Bem longe de ser frágil nas lutas do COTIDIANO
Incansável e com perseverança
Para realizar seus sonhos

Quero você para mim não como amigos
Para todo os dias acordar, te olhar, admirar
Beijar sua boa
Sentir o corpo desnudo
Exalando o calor do desejo e do prazer
Amar-te para sermos eternos amigos


Wagner Luis Pires
in, Roteiros de Uma Rotina

sexta-feira, 11 de abril de 2014

CALAR-SE?




Desde as manifestações de Julho de 2013, com a desculpa do aumento do transporte público, eu tenho visto uma parte da população manifestar-se e descontente com a política  atual pedir a volta do regime militar.
Para você que não entende nada ou pensa que entende vou esclarecer o que foi o regime militar.

Nos anos 50 a Argentina e o Brasil, exatamente nesta sequência, viviam um grande momento devido o pós guerra. A Europa estava se reestruturando, os Estados Unidos, que lideraram os ataques da OTAN - consequentemente ganhando prestígio e destaque, dominavam a economia mundial, com um ligeiro e discreto crescimento do império Nipônico e a solidificação do bloco Comunista liderado pela União das Repúblicas Socialista Soviética; tudo fruto deste pós guerra.

No Brasil, não é por acaso que este período é conhecido como "Anos Dourados" (que não é apenas o tema de uma minissérie de TV).
Era na arte, cultura, música, na sociedade em geral; início da construção de Brasília, a alta sociedade carioca, o início da tecnologia mundial.

Com isso a política interna começava a libertar-se dos modelos mundiais, pensava-se por conta própria, copiando as vantagens do capitalismo como do socialismo para poder adquirir personalidade e independência.

Foi elaborada a política nacionalista de desenvolvimento e crescimento no início dos anos 60, com justiça e compromisso de solucionar a crise que se surgiu por consequência no final dos anos 50.

Porém, as grandes empresas estrangeiras aliadas ao poderio norte-americano sentiam-se ameaçados por necessidades de novos "clientes", e algo deveria ser feito: abertura de novos mercados consumidores.

Os militares com sua política de nacionalismo conservador e autoritário era o tipo ideal para assumir o poder, ou melhor ser apenas o testa de ferro. Mas este regime deveria ter um prazo de validade no Brasil e no mundo (Lê-se ditaduras na America Latina, África e Ásia) para novamente obter expansão e crescimento futuro. Sabia-se que este crescimento americano e europeu iria ter um mercado consumidor limitado e estagnado em mais uns 20 a 30 anos, após o encerramento deste ciclo (no mundo vemos diversos ciclos econômicos de tempos em tempos: 1º o boom imobiliário puxado pela independência das colônias; 2º a expansão industrial pós revolução francesa, a indústria automobilística, a época dos eletro-eletrônica com a televisão, rádio, geladeiras, máquinas de lavar; e hoje estamos vivendo a transição da 3ª era: informática para o novo 4º período: do bem estar - alimentação, academias, cirurgias plásticas, tatuagens, medicamentos estéticos, etc).
Emfim, haveria a necessidade futura de se ampliar o capitalismo: globalizar para abertura de novos mercados - por isso os regimes ditatoriais teriam data de início e fim - até mesmo para os que rejeitassem este fim (Cuba, China, Coréia do Norte e Vietnã nos blocos de esquerda, assim como países africanos no bloco do Islamismo e regimes dominados por tribos raciais)
Se olharmos para a história, é algo semelhante com a libertação dos escravos, ou você acredita que foi por humanidade e não por capitalismo que foi dada a libertação dos escravos?
Nos Estados Unidos a libertação foi dada porque a parte norte (republicanos) estava propensa à industrialização e para isso deveriam surgir consumidores: negros e índios, enquanto a os sulistas (confederados) viviam da agropecuária do trabalho escravo; e a história todos já sabem: a vitória dos republicanos com a libertação dos escravos.
E desta mesma forma aconteceu no Brasil, igualmente, em todos os seus detalhes, apenas mais pacífico e mais atrasado (como sempre).

Voltando ao regime militar, assumindo este governo, os militares herdariam uma administração inflacionada pelo crescimento dos anos 50, e precisava se ajustar a economia com poucos investimentos, pouca ousadia para crescer, seguindo modelos pré estabelecidos pelas grandes potências da época; exploração do solo, venda, produção, preços de mercado, compradores de matéria prima externos com preços pré estabelecidos, empréstimos, juros, etc. 
Presos a isso, realmente não fizeram nada muito produtivo além de alguns projetos de rodovias e hidrelétricas, obrigatórios para qualquer governo na época.
Poucos projetos associado a pouca vontade. Portanto seria, ou deveria, estabilizar a economia.
Mas não foi o resultado que vimos no período pós ditadura com taxas de inflação altíssima, muita corrupção, evasão de divisas.

Além de não termos um crescimento social, devido ao rígido regime autoritário, controlador e nacionalista, fechando o Brasil para o mundo. Elogiar a educação no período é se basear exatamente nestas características militares: de extrema vigilância e a falta de informação interna e externa, não podermos nos expressar, e isso era o óbvio, o mínimo que se poderia ter: um povo "educado" (diga-se: calado, conduzido). Tínhamos mais segurança pública porque não podia se manifestar em público ou em grupo, expor ideologias e conceitos, não poderia estar mais frequente às ruas. Vivia-se em estado de alerta, toque de recolher, a mídia era filtrada: só se via e ouvia o que eles queriam. Ninguém se tinha informação e conhecimento da corrupção, mas ela ocorria, e pouco ou quase nada poderíamos reclamar da educação e da saúde.


Enfim, acabada esta etapa, alguém teria que assumir o prejuízo financeiro escondido e camuflado.
A anistia, a liberdade de voto, eleger, escolher o governante, este era o caminho, era a desculpa que eles precisavam para abandonar um barco naufragando enquanto que as potências mundiais continuarem a ter mercado para venda - Globalização.

As ditaduras militares tinham que acabar: América latina e África.
De onde sairiam a mão-de-obra barata e a matéria prima?
Quem irá importar mais do que exportar?
Brasil, Argentina, toda Américas Latina e a África precisava da democracia, passar o bastão dos estados falidos e arcaicos. Estados fechados para a modernidade cultural, tecnológica, moda, cultura - também no Brasil. Nestes mais de 20 anos as mentes ficaram cauterizadas pelos regimes e pela mídia controladora (até os dias de hoje, só que de uma forma "modernizada" de controlar).
O 3º mundo (e podemos incluir o fim do regime comunista com a queda do muro de Berlim e a morte do General Tito - governante, unificador e pacificador dos povos da extinta Iugoslávia). Nestes países as classes C e D como emergentes aparecem como principais consumidores do avanço aceleradíssimo das novas tecnologias das indústrias de eletrônicos e da informática no pós ciclo das indústrias automobilísticas (anos 60 a 80).

Pedir a volta do regime militar é simplesmente não ter conhecimento de política mundial. No mundo atual não cabe um regime ditatorial, é fácil enxergar isso, basta olhar os poucos regimes que são semelhantes a isso: China, Cuba e Coréia do Norte, só.
Pois bem, a China é a maior economia dos países emergentes, voltados à exportação de produtos baratos, de baixa qualidade feitos por mão-de-obra barata, enquanto que internamente vive-se em estado de pobreza.
Cuba e Coréia do Norte: extintos, países extintos (que vivem em estado de extrema pobreza). Cuba ainda tenta uma tímida e lenta aproximação do mundo exterior com a saída de Fidel Castro. Enquanto que Coréia do Norte nem é lembrada pelo resto do mundo - ainda mais seus líderes fechando-se cada vez mais entre quatro paredes. São países apoiados numa forma de governo que nunca chegou a existir verdadeiramente: o Comunismo - a Rússia, que sobrevive do seu gás natural que sustenta a Europa, das minas de carvão, do petróleo, das máfias que controlam as ex-repúblicas falidas em todos os sentidos (sócio-político-econômico); dinheiro de origem desconhecida e suspeita. Como eu disse: sobrevive. O terceiro país emergente é a Índia, também com muita deficiência sócio-cultural, mas muita deficiência mesmo em relação à qualidade de vida: educação, moradia, transporte, comunicação, segurança pública.


Exposto isto, encontramos um Brasil, o 4º colocado entre os cinco países emergentes (quinto é a África do Sul), que peca e fica patinando na economia devido a corrupção pré, durante e pós regime militar (digamos que antes e depois os escândalos são conhecidos pela mídia, na época era impossível de ser revelado).
As manchetes são conhecidas porque hoje a mídia tem interesse em mostrar. Esta mesma mídia que tinha interesse em esconder, que ajudou a cauterizar as mentes em rótulos e clichês.

Portanto, o Brasil é um país emergente atrás da China, Rússia, Índia e à frente apenas da África do Sul. Sem deixar de mencionar a riqueza dos Tigres Asiáticos: Hong Kong, Coréia do Sul, Singapura e Taiwan, e países do Oriente Médio que vivem apenas do petróleo, além da recuperação da Europa liderada pela Alemanha e Inglaterra, seguida pela França, Suíça, Áustria, Bélgica, Holanda, Espanha e Itália, assessorados pela Noruega, Suécia, Finlândia, Luxemburgo e Dinamarca, ai aparecem os demais da UE.

E para mudar este retrospecto não precisamos de militares, socialistas ou capitalistas, precisamos de nacionalistas liberais com propósitos de desenvolvimento e igualdade. Acabar com a desigualdade econômica que gera a desigualdade sócio-cultural.
O Brasil precisa de cultura de comprometimento social, de aliança honesta entre a o povo e o governo, e não de alianças políticas com interesses partidários.
Não podemos sair às ruas como um cardume de sardinha ou um bando de ovelhas que seguem um líder, sem ter um conceito próprio, sem objetivos concretos, sem motivos reais. Precisamos de líderes honestos, sociedade organizada, respeitar os direitos e deveres, o patrimônio individual, público e privado. Elaborando objetivos e metas, acompanhando da sociedade e cobrando quando necessário. Pensar na sociedade como um todo, na prosperidade mútua, global e não individual.
Precisamos de uma revolução humanitária pacífica e não de governantes rígidos e ultrapassados, ou de líderes de interesses isolados; para que possamos viver um COTIDIANO com mais igualdade em paz e prosperidade sócio-político-econômico.

por Wagner Luis Pires, sem fontes de pesquisa.

domingo, 2 de março de 2014

TUDO EM VÃO




Para que tanta luta e contenda
Ambição com agressão
Pelo poder e riqueza
Fama e beleza

Nacionalismo: racismo ou ceticismo
Um ufanista
Hipocrisia em demasia
Egoísta fascista

No leito de morte acordar
neste COTIDIANO mundano
Sem saber onde está
E ver que tudo era presunção e ilusão 

"Não vos inquieteis, pois, com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal."
Mateus 6:34



Wagner Pires
in, Roteiros de Uma Rotina

sábado, 12 de outubro de 2013

BLACK CLOUD





Um COTIDIANO adormecido

Sem ao menos sonhar

Estado de coma onde apenas o sangue circula

Com ira, pressão, ansiedade


Desesperada corrida em busca da saída

Deste deserto sem vento, sem brisa

Apenas a nuvem negra que paira e não deságua

Atingindo com trovões que ameaçam derrubar o alicerce

Sufocando a semente que não brota

Para florescer as emoções, desejos e necessidades


Neste tempo que se escassa

Inimigo que deixa feridas e cicatrizes

Jamais apagadas deixando rugas que revelam seu tempo


Lutas em vão ou treinamento de batalha

Objetivo oculto ou esquecido

Na memória que fica apenas nas lembranças deste recente passado!



Wagner Pires



quarta-feira, 17 de abril de 2013

VAIDADE

Até onde vai a loucura da vaidade humana no COTIDIANO!

A economia mundial vive atualmente um 4º estágio.

Tivemos o período do crescimento imobiliário: a obsessão pela casa própria, a expansão, o crescimento imobiliário.
 
Outro período surgiu pós Revolução Francesa com o surgimento da indústria, a criação das máquinas agrícolas, os primórdios de grandes invenções que viriam em sua primeira parte. A segunda fase deste desenvolviemnto econômico surgiu com a tecnologia: o sonho de consumo de todo cidadão - o carro, geladeira, máquina de lavar, rádio, televisão....Por fim o terceiro e último período conhecido como a revolução digital. onde se inicia outro grande período da economia mundial.

Onde tivemos o boom da tecnologia: celular, pc´s, smartphones.

O alvo da economia mundial hoje é o "Bem Estar". Marcas de grife, academias, a prática desportiva, lipoaspiração, implantes, cirurgias plástica, engordar, produtos para emagrecer, comidas naturais e saudáveis, tatuagens, piercings, entre outras.
Até aí, tudo bem, eu mesmo pratico esportes, frequento academia, sou adepto de uma boa alimentação (só não como jiló e quiabo), suco natural.

Mas uma reportagem na TV me deixou indignado, já não bastava este rótulo de exemplo de Top Model onde as mulheres sofrem de bulimia e anorexia, e os homens bombas, verdadeiros talibãs, prontos a explodir, graças às drogas anabolizantes; surge o mais absurdo: TATUAR A PARTE BRANCA DOS OLHOS.

Nada contra tatuar o corpo, eu mesmo só não faço por causa da dor, mesmo que digam que não dói, prefiro não arriscar. Tenho vários amigos e familiares adeptos a tatuar o corpo, amigo tatuador. 

Tatuar os olhos, mesmo que digam que a tinta é especial, a agulha é especial, o tatuador é especial; é um processo irreversível, sem garantia que não haverá dano futuro, além da possibilidade de uma cirurgia mal sucedida (sim, isso é um processo cirúrgico).

Além de todos estes riscos, é simplesmente horroroso. Como fica o relacionamento social de um individuo nestas condições? Família, amigos, trabalho, lazer; no mínimo todos olham, alguns admiram (poucos loucos) e muitas críticas e comentários - talvez até um certo preconceito.

Como diria Drauzio Varela: "O brasileiro é irresponsável com o seu corpo" (ou mais ou menos isso) - e neste caso não só os brasileiros, mas qualquer um que tenha retrocedido em sua cultura de ter seus corpors marcados com a sua "tribo".

Enfim, cada um faz o que quer com o seu corpo, e eu falo o que eu quero.


Wagner Pires

segunda-feira, 18 de março de 2013

DESCONHECIDA




Teus passos trouxe-te até mim
Semblante triste
Olhar cabisbaixo
Lábios selados

Tristeza insignificante diante da beleza
Sem sorriso e sem nome
COTIDIANO de uma correria
Você era a minha atenção

Ao piscar dos meus olhos
Te perdi, partiu sem direção
Seguiu teu destino sem uma palavra
Que o destino possa te trazer de volta

Desta vez com sorriso
Que contraste com o verde dos teus olhos
Poder ouvir tua voz
Mas meus lábios te calar


Wagner Pires

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

R.U.I.M.


         
          A muito tempo eu estava sem interesse e inspiração para escrever, mas hoje um comentário no facebook me lembrou de fatos que vêm ocorrendo nos últimos anos e que tem me incomodado fortemente.

          Recentemente recebi em minha casa a visita de um grande amigo que não o via a anos e, conversa sobre o passado e presente são inevitáveis, exatamente relacionados com o comentário que vi hoje: "A igreja tem POUCA influência no mundo atualmente, porque o mundo tem MUITA influência na igreja." (fonte: A Casa da Rocha)

          Não sei qual foi o conteúdo completo descrito desta frase, mas quero expor a minha visão.
          
          Posso até estar errado pelo fato de não ter nenhuma base estatística, minha única base é o COTIDIANO.

          Pude participar de um maravilhoso período (entre outros) de crescimento do evangelho no Brasil: não apenas na expansão física, mas nas revelações da Palavra, quebrando regras humanas com ousadia para poder abrir caminho para a liberdade, enquanto que hoje temos vivido um tempo de declínio, desinteresse, esfriamento.

          O problema encontra-se exatamente neste ponto: LIBERDADE.

          Para alguns liberdade tem como sinônimo poder, e com isso consegue agregar outros interesses pessoais, os quais não quero estar comentando neste momento, acusando A, B ou C, para não dizer RUIM entre outras.

          Este poder adquirido através da mídia e do marketing tem influenciado negativamente na formação espiritual das pessoas. E infelizmente o brasileiro é facilmente enganado pelas coisas místicas e não vive nas lógicas, acreditando que a liberdade o habilita a CONTINUAR com velhos costumes mesmo enquanto busca a solução para seus problemas e sonhos.

          Uma vida de aprendizado constante e diário baseado na humildade e simplicidade é ofuscada pela banalização do milagre apoiado na arrogância e prepotência. Viver constantemente abençoado independe das dificuldades diárias: exige OBEDIÊNCIA.

          Como pode alguém dizer que tem fé se não consegue obedecer.

          "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11:6)

          Abraão, Noé, entre outros tiveram fé, tiveram atitudes de obediência: obedecer o que é certo ou o que é errado, sem "jeitinho brasileiro" para agradar a pessoas que convém, sem interesses políticos para favorecer ou favorecer-se.

          Está faltando exatamente isso: ensinar e aprender o que é compromisso pessoal e não o que é vontade própria - A LIBERDADE LIMITA-SE NO CONHECIMENTO E OBEDIÊNCIA, desde o maior até o menor.


Wagner Pires

domingo, 17 de abril de 2011

AMOR





Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá. O amor é...


paciente, - Agir com perseverança, sem desesperar-se, calmamente;
é benigno, - tendo um bom caráter: com generosidade;
sem ciúmes, - sem insegurança, desconfiança, nem desejando o que não lhe convém;
não se ufana, não exaltando-se a sí próprio, com 
sem soberba, - sentimento de superioridade, mas
não age inconveniente, - agindo com respeito, sabedoria e educação, sabedoria, com seus direitos e deveres,
sem interesse próprio, - sempre pensando no bem estar coletivo ou alheio, nunca individual e egoísta.
não se exaspera, - Não tendo atitudes e palavras ásperas, sendo rude e grosseira.
sem ressentimento, - Perdoando sempre, sem as lembranças e traumas passados, e
não se alegra na injustiça, - não se alegrar com as derrotas e fracassos e frustrações dos outros, mas
alegra-se com a verdade, - participando: sendo um ouvinte e dialogador das notícias do COTIDIANO,
tudo sofre, - suportando e superando as ruins, com responsabilidade e segurança,
tudo crê, - e confiança, acreditando,
tudo espera, - com esperança, sem ansiedade ou medo
tudo suporta, - mesmo nas dores, distância, dificuldades e diferenças: físicas, financeiras, culturais, emocionais; sendo assim,
jamais acaba. - será eterno e infinito.


Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles,
porém, é o amor. (1 Coríntios 13)


Wagner Pires

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

PROTEÇÃO



1ª Reis 1:1-2 – Quando o rei Davi envelheceu, estando já de idade bem avançada, cobriam-no de cobertores, mas ele não se aquecia. Por isso os seus servos lhe propuseram: "Vamos procurar uma jovem virgem para servir e cuidar do rei. Ela se deitará ao seu lado, a fim de aquecer o rei".
1ª Reis 1:5 - “Ora, Adonias, cuja mãe se chamava Hagite, tomou a dianteira e disse: "Eu serei o rei". Providenciou uma carruagem e cavalos além de cinqüenta homens para correrem à sua frente.
1ª Reis 1:17 – “Ela respondeu: "Meu senhor, tu mesmo juraste a esta tua serva, pelo Senhor, o teu Deus: 'Seu filho Salomão me sucederá como rei e se assentará no meu trono'.

Vou apenas esboçar o que historicamente refere-se estes textos. Davi, rei de Israel, já estava velho e doente, seu filho Adonias pretendia assumir o reinado mesmo contrariando uma vontade de Davi (e plano de Deus) de que seu filho Salomão viesse a herdar esta condição. Sua mãe, orientada pelo profeta Natã, informou à Davi e este imediatamente tranferiu sua função a Salomão.
Por “n” situações, às vezes, nos encontramos frios espiritualmente: enfermos, doentes, inertes, próximos à morte.
Necessitamos de uma motivação no COTIDIANO, alguma coisa que venha nos aquecer, trazer a alegria, é como colocar o combustível numa máquina para que ela possa voltar a produzir. Mas esta máquina precisa algo a mais do que o combustível, precisa de um agente humano que possa colocar o combustível no local determinado. E se estivermos como uma máquina velha, parada, enferrujada, o combustível: Espírito Santo, só pode agir quando nós o buscarmos, seja ao levantar das mãos em adoração, seja em abrir a boca num clamor, o dobrar dos joelhos em oração.
E mesmo que o mundo ao redor não queira permitir, se levante para impedir que possa herdar a tua condição de soberania: prosperidade, saúde, felicidade, etc; querendo roubar o que te está estabelecido, usurpar o que é teu, haverá a intervenção de Deus.
Ele sabe o ponto até onde podemos suportar a nossa dor, a nossa fragilidade, o quanto necessitamos do Seu amor, carinho: o milagre.

“O rei fez um juramento: "Juro pelo nome do Senhor, o qual me livrou de todas as adversidades, que, sem dúvida, hoje mesmo vou executar o que jurei pelo Senhor, o Deus de Israel. O meu filho Salomão me sucederá como rei e se assentará no meu trono em meu lugar". (1ª Reis 1:29-30)

Deus não deixa para amanhã, Ele age na hora exata, e esta hora chama-se HOJE.

Wagner Pires

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ DIA NOVO




                    É interessante o raciocínio humano quanto a expectativa criada em torno da virada de ano.

          As pessoas enxergam a virada de ano como se fosse os 45 minutos do 1º tempo de uma partida de futebol, a qual está em desvantagem no placar, ansiosos para ver os minutos que faltam para acabar, entrar no vestiário, fazer algumas substituições, acertar uns erros e voltar para o 2º tempo para vencer.

          Eu vejo a mudança de ano como a continuidade. Não existe um intervalo, muito menos um segundo tempo do jogo, é o COTIDIANO que segue, que continua ininterruptamente: eu sou o mesmo, meu caráter é o mesmo, meus problemas são os mesmos (e devem ser solucionados), os objetivos não alcançados continuam a ser perseguidos. 

          É na verdade apenas um próximo capítulo, é o virar da página de um novo dia.

          O intervalo deste jogo da vida são as horas de sono e descanso. E a vida continua a ser jogada constantemente sem achar que meu passado será anistiado: erros esquecidos, problemas resolvidos, doenças curadas, vazio preenchido, etc.

          Ao término de um ano não vou entrar no próximo no zero a zero, pelo contrário, o placar é o mesmo com o jogo sempre em andamento, sem parar.

          As decepções são experiências que servirão para que eu possa aprender e não mais cometer os mesmos erros. As metas não alcançadas é um referencial, meu alvo para que eu possa continuar a caminhar, os fracassos como um indicador para eu melhorar o padrão do que deverá ser executado. As minhas conquistas e vitórias, devem ser olhadas com admiração e orgulho do dever cumprido e jamais com arrogância, soberba e prepotência.

         Que na virada de ano possamos deixar de lado o discurso de que amanhã será o início da dieta, dos novos hábitos, da nova mentalidade, novas regras.....para ser um discurso de todos os dias, como se todos os dias: "o amanhã" fosse o primeiro dia de um novo tempo. E todos os dias refletir sobre os dias de ontem, como se ontem fosse o último dia de um ano.

          Todos os dias, sejamos nós mesmos a procura de melhorias, com mais humildade e respeito; com coragem, ousadia e determinação; amando a Deus, a nós mesmo e o próximo, porém amor verdadeiro vindo do coração, da alma, de sentimento. Amar é respeitar.

          Assim, o olhar para o dia de amanhã e o ontem será um exercício diário, refletindo em tudo o que ficou de bom e de ruim e planejar o dia de amanhã, nos 365 dias de todo o ano de todos os anos.


“mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.”
Isaias 40:31


Wagner Pires