Não conseguir caminhar e mascar chiclete ao mesmo tempo.
Fico imaginando quando toca o celular num dia de chuva.
Fico imaginando quando toca o celular num dia de chuva.
Um roteiro mal elaborado, cheio de falhas e controvérsias, digno de um filme de baixo orçamento.
Um ditador vaidoso e vingativo e suas ordens contraditórias para uns súditos que não questionam e não aceitam questionamentos.
Um ditador vaidoso e vingativo e suas ordens contraditórias para uns súditos que não questionam e não aceitam questionamentos.
Apenas cumprem as ordens ultrapassadas, sem revisão, sem autocrítica, sem reforma.
Aliás, a reforma veio mais para confundir e destruir do que para consertar e tomar um verdadeiro caminho.
A lógica confortável por regras perfeitas: o imperador nunca erra, seus súditos erram, causando dor e sofrimento.
O imperador fica oculto em seu majestoso trono no infinito do universo invisível criando decretos eternamente indissolúveis. Que são cuidadosamente moldados em suas interpretações segundo os interesses daqueles que o manipulam.
Uma peça teatral curiosa: feita para que as falhas aconteçam, porém, quando ela vem dos submissos vassalos, ela é amplificada e acusada ao vento. O que não acontece quando ela vem de cima, são mistérios ainda não revelados.
No topo do seu soberano e intocável trono, fica protegido de sua própria incoerência por leis destinadas aos súditos imperfeitos. Acomodados na preguiça e incapacidade de pensar e assumirem seus erros e destino. Vivem na simplicidade de obedecer e viverem num verdadeiro caos ideológico. Numa ordem sustentada pelo medo, tão somente pelo medo.
Jamais questionariam uma menina de 13 anos casada, porém virgem, dar a luz por um desconhecido. Mesmo porque, num passado de centenas de anos distante, muitas outras virgens meninas, crianças, foram levadas como escravas sexuais depois de terem suas cidades invadidas, destruídas, saqueadas e familiares assassinados por ordem imperialista.
Curioso retrato dos telejornais atuais.
Outra ordem inquestionável, porém não lida, ou se lida, interpretada a seus interesses, o fato de 42 jovens meninos, irreverentes, alegres, serem assassinados pelo simples fato de rirem e zombarem de um servo calvo, careca, assim como eu.
Qual a punição que este ávido e raivoso imperialista daria àqueles que criticam a minha figura e personalidade? Ou estaria eu sendo arrogante e presunçoso colocando-me como alguém de prestígio?
Qual a punição que este ávido e raivoso imperialista daria àqueles que criticam a minha figura e personalidade? Ou estaria eu sendo arrogante e presunçoso colocando-me como alguém de prestígio?
Mas afinal, não são todos os súditos tratados de igual maneira, ou há ricos e prósperos privilegiados, enquanto outros sofrem pela falta de atitude e conhecimento?
Pois é, as controversas e contraditórias leis.
Contraria até mesmo a ciência, a física, a geografia, a história - os fatos.
Por fim, estes súditos tropeçam nas próprias disciplinas criadas por um imperador que não as pratica. Um ser imoral que exige moralidade, cuja autoridade é sustentada apenas por aparência sem nenhuma consistência. Um ser mítico, quase alegórico, de um filme de ficção científica, que promete aquilo que não poderá oferecer. Enquanto a nave fica vagando neste infinito universo de mentiras e ilusão.
by Wagner Pires
in, Silêncio, O Culto

Nenhum comentário:
Postar um comentário