quarta-feira, 20 de maio de 2020

FARISEUS E OUTRAS TRIBOS



Adorável povo adorador, "abrem-se as cortinas e começa o espetáculo".
A banda quer tocar no seu sentimento enquanto espera pelo oráculo.
Pensa ser o próprio Deus. Autoritário absoluto, se auto intitula o santo do tabernáculo.
Ditador em suas regras e leis, o líder de um senáculo.

Dramaturgia em um balé para uma platéia em hipnótica dança
Tudo se conecta para que o humilde tenha esperança
Jogam pétalas de flores, vestem roupas de muitas cores
Um verdadeiro show de horrores

Com sua arrogância diz que só sua igreja salva
Na sua crença, quem salva é a estrela d´alva
Falta-lhe sabedoria e estudo e distorcer esta Palavra é um ofício
Muita bobagem desde que seja para seu benefício

Um coach espiritual que com histórias bíblicas cria tolas analogias
Sem contexto, desconexo, do seu imaginário surgem fantasias
O povo na ânsia da prosperidade fecha os olhos sonha e acredita
Vive da fé, e no dia a dia repete os chavões e medita

Tornam seu deus poderoso num deus passivo
Com atitude inerte até que haja a súplica para não ser supressivo
E que se manifeste a base de troca pela oferta e o dízimo
Quer ser mais abençoado? Oferte com acréscimo

Hipócritas, vivem na época da chamada lei, os verdadeiros fariseus
Se acham nobres, cultos, o sumo sacerdote da aristocracia dos saduceus
Onde praticam o zelo desta palavra assim como os zelotes?
Soberba dos essênios, santos e separados, buscam os holofotes

Baixo clero do feudalismo contemporâneo
Afundam-se no lamaçal da corrupta política do subterrâneo
Não respeitam os ensinamentos do seu Cristo, muito menos aos fiéis
Só querem o poder e a riqueza, prostitutas dos bordéis




por Wagner Pires, in Silêncio, O Culto, May 20th, 2020

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