quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

PLAYGROUND


         


          Cheguei no parque para me divertir.

          Fiquei um tempinho admirando e corri para a piscina de areia, fiz umas esculturas, desenhei, vi que eu era criativo, levava jeito, tinha talento. Porém, logo vi que existiam outras aventuras e arrisquei o escorregador, subi calmamente e quando cheguei ao alto, não teve muita graça, desci muito rapidamente, e olha que ele nem era tão grande assim, era um escorregador simples.

           Pelo que eu me lembro, acho que umas três vezes encarei o escorregador, mas em todas elas não deu muito tempo para ficar brincando lá em cima não, escorregava muito rápido.

          Não, espera ai, teve uma outra vez que fui num outro escorregador. Este também não era muito alto, mas era diferente, fiquei um tempinho lá em cima e todos embaixo ficavam me admirando. E mesmo tempos depois, quando eu passava alguns reconhecia-me. Este escorregador fez-me ser lembrado, talvez até hoje por algumas pessoas.

          Tem outros escorregadores bem grandes, estes eu nunca fui. Brinca-se bastante lá no alto, com ponte suspensa, labirintos, etc. Este é para poucos.

           Tentei mais algumas vezes voltar ao escorregador, porém a fila já estava grande, talvez porque fiquei muito tempo me preocupando com os outros brinquedos, principalmente com o balanço.

          No balanço eu fui duas vezes, terrível, as duas vezes eu cai e me machuquei feio. E não caí sem querer não, as duas vezes fui empurrado. Propositalmente com maldade me tiraram de lá.

          Como sou teimoso, vou tentar mais uma vez, só espero que nesta brincadeira de ir e vir, subindo e descendo, ninguém me machuque novamente, e que possa me ajudar empurrando, em dois fica mais veloz, e mais divertido.

          Este é um brinquedo que da emoção, um frio na barriga, o vento no rosto, saltar, aventurar-se...
          Existe uma tal de gangorra, semelhante ao balanço, as vezes em cima, as vezes embaixo. Estando lá em cima, você observa tudo como no escorregador, mas logo desce, depois sobe novamente, e assim vai a brincadeira. Seria um brinquedo divertido se descesse devagar, ou se parasse apenas na metade. Quando descemos muito rápido dói a bunda quando batemos no chão. E este e um brinquedo que todos vão. Percebi que alguns conseguem chegar até a metade do caminho e logo sobem novamente, estes, nunca chegam a descer ao chão.

          Em momentos específicos, todos nós reunimo-nos no gira-gira, este é um brinquedo que só é divertido com muita gente, de preferência todos juntos. Ficamos girando, gritando, fazendo bagunça. Tem momentos que sempre aparece alguém para estragar a brincadeira, ou saímos de lá meio zonzo, atordoado. Ultimamente não estamos mais nos reunindo para brincar, pelo menos eu não estou indo.
          Nestes últimos momentos eu não estou nem brincando, acho que me cansei, estou ficando entediado. Só estou levando bronca do segurança do parque, está me deixando de castigo.

          Será que fiz alguns a coisa errada?

          Não sei, pelo menos meu COTIDIANO ainda é no parque.

          Existem outros brinquedos, mas são sem graça: trenzinho é um deles, este prefiro nem ir.

          Andar de bicicleta e correr são atividades que não vou poder agora. Estas duas diversões são bem interessantes, você conhece vários lugares do parque. De bicicleta eu fui três vezes, uma vez eu fui bem longe, até atravessei o riozinho, pena que eu voltei, podia ter ficado brincando daquele lado, tem os mesmos brinquedos, apesar de serem bem diferentes.

          Adoro correr, já corri bastante também, muitos lugares do parque eu conheci. Se eu pudesse, senão estivesse de castigo, ia correr, mas de bicicleta lá para o outro lado do riozinho.


          O jeito é eu ter que esperar mais um pouco na fila do escorregador, quem sabe desta vez consiga ficar mais um tempinho brincando lá em cima sem ter que descer rapidamente, enquanto não apareço para brincar no balanço, ou caminhar de bicicleta até o outro lado do parque.

“...Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. (João 16:33)



Wagner Pires

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