segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Obras do PAC

       



            Projeto de lei votado pelo senado, assinado e decretado pelo Faraó.

          Construção de três pirâmides: Kéops, Quéfrem e Mikerinos. Para abrigar os poderes executivo, legislativo e judiciário.

          Precisa agora levar à licitação e entrar no orçamento do estado. Como de costume neste governo corrupto a obra foi superfaturada e os gastos irão superam os valores do projeto inicial.

          Construção destes elefantes brancos em meio ao desértico serrado do centro-oeste.

          O presidente teimoso e vaidoso insiste nas obras não respeitando as leis e inclui um monumento em sua homenagem, corpo de um felino cabeça de humano. Escultura estranha com nome estranho: Molusco barbudo.

          A mão de obra barata, quase escrava, vinda do nordeste, em torno de uns 600 mil hebreus.

          Na sua terra, passavam fome, sem moradia, sem estudo entre outros serviços públicos precários. Faltava o mais importante: saúde básica, o debilitado SUS.

          Mas as obras seguiam, e atrasadas, como todas as obras do governo deste Faraó, com a ideia de tornar um local turístico e para visitação, mas o mais provável que virá a ser mais uma obra abandonada.

          Talvez ali seja enterrado verdadeira múmia da política que perdura desde o período da ditadura militar: um destes políticos Maranhense.

          Os trabalhadores se revoltam, fazem greve, exigem melhores condições de trabalho para trazerem gigantescas pedras além do Nilo, ameaçando, pelo seu líder sindical Moisés, a atravessarem o velho Chico e retornarem às suas terras de origem e ocuparem fazendas ociosas transformando em áreas invadidas pelo MST.

          A mídia denunciou e parte dos recursos da construção das pirâmides foram desviados para bancos da Suíça, porém nenhum culpado foi condenado. Pediram o impeachment do Faraó, mas para surpresa de todos, contrariando as pesquisas, foi reeleito. Também, não havia na linha de sucessão candidatos ao trono que fosse honesto e íntegro capaz de governar o país.

          Assim segue o COTIDIANO político do Egito, com suas obras superfaturadas, lentas com os eternos atrasos nas construções e inúteis. Instrumentos de corrupção e interesses pessoais. Talvez não fique pronta antes da invasão de Alexandre, o Grande.

          Poderiam investir na educação, segurança e saúde (para evitar as pragas do Egito). Nenhum líder sindical sairia matando um egípcio e sendo impune, ainda candidatando-se a cargos políticos e aparentando carisma em rede nacional através do telejornal. Tendo boa qualidade de ensino, tanto os egípcios como os escravos hebreus, imigrantes vindos da África e da América Latina; teriam melhor cultura para desenvolver este país elegendo faraós mais comprometidos com a sociedade.


          O slogan do Egito e do Faraó perdura a mais de quatro mil anos e nunca se concretiza: Egito, o país do futuro.


Wagner Pires

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