sexta-feira, 14 de novembro de 2014

CIDADE MARAVILHOSA




Quando vemos reportagens sobre guerras pelo o mundo a fora, a frase que mais ouvimos no Brasil é que o brasileiro é um povo pacífico.
Ao mesmo tempo exaltam-se pelo fato de serem receptivos, hospitaleiros e alegres.

Um país que não participa de guerras não pode ser considerado sinônimo de pacífico. Digamos que o Brasil, assim como todos os países da América Latina (prefiro excluir a América do Norte por razões bem óbvias: é formada pelos EUA e Canadá e isto já basta, já diz o que são) tem o mesmo perfil diplomático: boas relações políticas e nenhum interesse de violar o território do outro. Apenas a alguns anos atrás tivemos problemas entre a Colômbia e Venezuela, onde Hugo Chaves queria também levar o problema para a Bolívia, mas tudo pacificamente foi resolvido, tudo não passava de artimanhas políticas de Hugo Chaves para distrair a atenção de problemas internos na Venezuela.

Assim como o Brasil representa-se em situações militares em outros países somente quando solicitado pela ONU, como no caso do Haiti, que não foi uma guerra propriamente dita. Portanto, o Brasil atua militarmente em missões de paz.

Não sou estudioso do assunto e não quero fazê-lo, meu interesse pela história é outro, e os fatos que quero descrever aqui também são exatamente diferentes de conflitos mundiais. Mas o que me aparenta ser é a incapacidade do Brasil de atuar em ações militares ofensivas. Incapacidade de equipamentos bélicos, assim como humano.
Para se atuar numa ação ofensiva, mesmo que não seja nos campos de batalha, há a necessidade de um eficiente trabalho de inteligência. Sendo que quando vemos ações militares mais intensa pelo mundo a fora, os países do bloco do G8 (EUA, Canadá, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Rússia, Itália e Japão) é que tomam a iniciativa e liderança.
Portanto, talvez, o Brasil não participe de guerras por incapacidade bélica, técnica, financeira e política. 

Quanto a personalidade do povo brasileiro, temos que parar com esta hipocrisia idiota de que somos receptivos e educados, o brasileiro é um dos povos mais mal educados do mundo, não é capaz de respeitar um outro cidadão na fila do transporte público; o motorista não é capaz de respeitar o pedestre que está para atravessar uma via pública, isso mesmo estando debaixo de uma lei, na Europa é hábito, é um costume do motorista parar, seja em que via pública for. Nós recebemos bem o estrangeiro porque o brasileiro é um bando de idiota, interesseiro e puxa saco, oportunista, que na verdade está é querendo tirar proveito da situação.

O brasileiro não é um povo alegre, é um povo bobo, preguiçoso e vagabundo: tendo a cerveja, a praia, o samba (hoje em dia o medíocre do funk) e o futebol está ótimo. Povo acomodado e conformado devido o seu egoísmo, não está preocupado com a coletividade, com a sociedade como um todo, se o bolso dele está bem, para que se preocupar com o vizinho. Por isso sorri.
Vimos isto nas eleições que se encerraram: reclamam, vão às ruas, e votam nos mesmos. Não estou me referindo em âmbito nacional (presidencial), estou falando de governadores, senadores e deputados, os mesmos envolvidos em diversos escândalos, roubos e fraudes.
Votam assim porque não estão preocupados com o futuro da sociedade, estão preocupados apenas com o seu próprio presente.
Detalhe: o roubo na Petrobrás já acontece desde a década de 70 (governos militar), passando pelos escândalos de José Sarney, FHC, Lula e culminando no governo Dilma.

O brasileiro é o povo mais violento do mundo.

Temos que olhar dentro dos nossos muros, no nosso território. As pessoas não podem sair de casa em segurança. O crime organizado está infiltrado em todos os segmentos político-econômico-social. Eles comandam tudo aquilo que os brasileiros mais se acomodam: o futebol, a música, as praias (diga-se as ruas em geral), a economia. Tudo passa pelo crime organizado.
Os crimes do colarinho branco também está associado, engana-se quem pensa que não. Dentro da polícia encontramos membros de facções criminosas.

Neste ano o Brasil bateu o recorde de mortes, maiores até do que muitas guerras por aí: Iraque, Chechênia, entre outras. Em relação ao Iraque, o Brasil teve 5 vezes mais mortes.
No Brasil são roubados 26 carros por hora, quase 1 a cada 2 minutos. São registrados 50 mil casos de estupros de mulheres, homens e crianças. Eu disse registrados, e os que nem são informados? São quase 0,03% da população brasileira violentadas. Temos muito mais mortes de policiais no Brasil em 1 ano do que em 5 nos EUA.

No Brasil impera a impunidade dos ricos, influentes e poderosos; a justiça é lenta; o sistema carcerário é obsoleto, falido, ultrapassado e superlotado. Nossas leis chegam a ser ridículas quando verificamos que menor não pode ser preso, que passado o período de flagrante o infrator mesmo que assuma a culpa não pode ser preso.
É um absurdo quando a sociedade é obrigada a ceder de seus direitos e privilégios por causa do criminoso, por exemplo o motociclista não poder entrar num posto de gasolina com o capacete em sua cabeça, não poder utilizar celulares dentro de agências bancárias; e o mais absurdo ainda, o torcedor comum não poder assistir ao seu time de coração no estádio do adversário devido o risco de brigas, violência e morte, nem no seu próprio momento de lazer - jogos de torcida única.
A sociedade é refém da criminalidade.

A droga pode até não ser produzida aqui, mas grande parte, quase que sua totalidade passa em nossas rotas. E é se olhar o estado das ruas das grandes capitais: cheias de moradores usuários de crack.
A prostituição adulta e infantil. A infantil muito mais atuante em pequenas e distantes cidades.

Estamos morando dentro de um barril de pólvora, somos verdadeiros reféns da criminalidade, da polícia (que muitas vezes é ineficaz e inoperante por obrigação e não por desejo próprio e incapacidade), e dos nossos governantes que se omitem ou são coniventes por interesse, e alguns que chegam ao poder, mas são obrigados a se calar.

Não adianta sairmos às ruas e pedir o impeachment deste ou daquele, criticar esta ou aquela medida governamental, se os ônibus são queimados, estabelecimentos são invadidos e depredados, e nem os próprios funcionários, proprietários e policiais conseguem conter esta onda de violência.

Pedir a volta do regime militar é desconhecer os fatos ocorridos no passado.
É necessário, e urgente, de medidas sócio-educativas-culturais, mas estas medidas devem ser tomadas dentro da própria casa, dentro da consciência de cada cidadão, quando educam seus filhos e quando vão às urnas.

Chega de hipocrisia, não podemos mais colocar a culpa só nos governantes. Não dá mais para ficar com o mesmo discurso que os professores ganham pouco, os policiais ganham pouco; o brasileiro ganha pouco e é uma realidade, e isso também é um fator preponderante na formação de uma sociedade.
Para o aluno estudar não é preciso o professor ganhar muito ou pouco, basta ter vontade de querer aprender, basta os pais quererem formar bons e honestos cidadãos.

Um povo sem sabedoria é uma nação sem educação, e uma nação sem educação é uma nação sem cultura. Se não temos cultura não temos boas histórias para contar no COTIDIANO do nosso futuro: o barril de pólvora vai explodir.


Wagner Pires

Nenhum comentário: